<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731</id><updated>2012-01-21T09:39:16.696-08:00</updated><title type='text'>Esquizofrenético</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>36</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-1342890347005448667</id><published>2007-03-27T04:26:00.000-07:00</published><updated>2007-03-27T04:45:49.296-07:00</updated><title type='text'>A Volta - VI</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vJQFLYGVFQc/RgkD3gK9eKI/AAAAAAAAAAM/ppZje2H3YuI/s1600-h/sin_city_city.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5046569109508946082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vJQFLYGVFQc/RgkD3gK9eKI/AAAAAAAAAAM/ppZje2H3YuI/s320/sin_city_city.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Monólogo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Noite de verão em Águas Negras.&lt;br /&gt;Julho de 1958.&lt;br /&gt;Numa noite quente como esta, até mesmo as sombras precisam se refrescar.&lt;br /&gt;Uma brisa leve bate.&lt;br /&gt;Da cobertura do edifício St. Damien tem-se uma visão privilegiada do centro da cidade, seu lago, suas boates sempre ferventes. Os transeuntes que vem e vão feitos formigas sobre uma forma de bolo.&lt;br /&gt;Ao longe, ouve-se o barulho de uma buzina, uma freada mais forte. Todas as luzes néon do centro, que iluminam a vida noturna daquela cidade. Os Outdoors com anúncios de pastas de dentes, refrigerantes e cigarros. Os de cigarros costumavam ser meus preferidos. Sempre com fotos de belas mulheres com longos cabelos negros, belos seios e roupas diminutas, as famosas Pin-Ups, com seus cigarros no canto da boca, sujando a ponta com seu imaginário batom vermelho – cereja. Eu costumava perder horas olhando-os brilhar ao longe, imaginando-me com uma daquelas mulheres.&lt;br /&gt;A brisa aumentou um pouco, e eu começo a sentir um pouco de arrepio nos braços.&lt;br /&gt;Em partes, pela camisa regata que uso. Em partes, pelo álcool que eu ingeri. Em partes, pela dor que sinto.&lt;br /&gt;Faz 21 horas que minha mulher foi assassinada e tudo o que eu fiz foi beber e chorar.&lt;br /&gt;E a dor que sinto é algo que não pode ser explicado. Ah, Christine, de todas as coisas que eu fiz na minha vida, você foi a única que me fez feliz.&lt;br /&gt;Eu queria agora levantar da minha cama, empapado de suor frio, e tremendo. Passar a mão na testa e olhar para o lado, só pra ver seu belo corpo deitado, coberto por um fino lençol de seda. Queria sentir o cheiro de seus cabelos, e o calor de seu corpo.&lt;br /&gt;Queria voltar a me sentir completo.&lt;br /&gt;Ouço sua voz se misturar ao vento, e fugir de mim.&lt;br /&gt;Sentado aqui, na beira da cobertura, eu me sinto mais perto de você.&lt;br /&gt;25 andares até o chão. 75 metros.&lt;br /&gt;Como será a dor? Será maior do que a que eu já sinto? Talvez eu morresse antes mesmo de acertar o chão. Talvez eu visse Deus frente – a – frente. Se isso acontecesse, eu poderia perguntar por que ele deixou que te tirassem de mim!&lt;br /&gt;Hmm...Seria horrível deixar meu corpo cair 75 metros, chamar por Deus todo poderoso e sentir pela última e derradeira vez que ele não existe, e que a tal Providência Divina jamais me favoreceu.&lt;br /&gt;Deus não existe. Nem nunca existiu! Desgraçado!&lt;br /&gt;Em pé no para-peito eu consigo sentir tua mão tocar meu rosto Christine.&lt;br /&gt;Eu já estou indo meu amor! Eu já vou me encontrar com você! Espere por mim querida!&lt;br /&gt;APODREÇA NO INFERNO SANTO JOE!&lt;br /&gt;Grito a plenos pulmões, minha garganta dói e os pombos que fizeram ninho na cobertura acordam e voam assustados.&lt;br /&gt;Ouço um grito de volta. Cale a boca ou algo parecido.&lt;br /&gt;Fecho os olhos, e o chão me parece mais perto. Aperto os olhos com força. Uma profunda e ultima inspiração. Uma lágrima escorre.&lt;br /&gt;Caio de joelhos. Nem de ceifar a própria vida eu sou capaz! Inútil.&lt;br /&gt;Desço do para-peito e entro em meu apartamento. Abro outra garrafa, sento no sofá e deixo o tempo passar.&lt;br /&gt;Encontro uma calcinha sua. Vermelha como o batom daquela Pin-Up, porém real. Era a nossa preferida. Coloco-a toda dentro de minha mão direita, sento no sofá e com a mão esquerda eu pego a segunda garrafa da noite.&lt;br /&gt;Um belo tapete branco felpudo recobre o chão daquela sala. Sofá de cinco lugares em forma de meia lua frente à televisão. Um bar feito de madeira em cor mogno com diversas garrafas e taças sobre ele.&lt;br /&gt;Na parede, quadros por toda a parte.&lt;br /&gt;E na poltrona de couro preto, muito macia, um homem, arrasado por suas escolhas, encontra uma última dose de conforto em uma profunda garrafa de Jack Daniel’s.&lt;br /&gt;O tempo há de curar minhas feridas.&lt;br /&gt;O tempo cura tudo.&lt;br /&gt;É só deixa-lo passar.&lt;br /&gt;E ele vai passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julho de 2003...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-1342890347005448667?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/1342890347005448667/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=1342890347005448667' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/1342890347005448667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/1342890347005448667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2007/03/volta-vi.html' title='A Volta - VI'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vJQFLYGVFQc/RgkD3gK9eKI/AAAAAAAAAAM/ppZje2H3YuI/s72-c/sin_city_city.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-7802654796379837538</id><published>2007-02-11T12:25:00.000-08:00</published><updated>2007-02-11T12:31:42.568-08:00</updated><title type='text'>A Volta - V</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;Capítulo III - Christine&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Noite de verão em Águas Negras. Numa noite quente como esta, até mesmo as sombras precisam ir às ruas e se refrescar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Julho de 1958. &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Após ótimas horas &lt;st1:personname productid="em Hot Paradise" st="on"&gt;em Hot Paradise&lt;/st1:personname&gt;, Russ e sua mulher, Christine, tomam o caminho de volta para casa.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Russ, na época com seus vinte e um anos, pousa seu paletó preto, com riscas douradas sobre o ombro de Christine, para abrigá-la do sereno que, mesmo em uma noite quente como aquela, teima em cair sobre a cabeça dos transeuntes. Aquele vestido que ela está usando é mesmo uma beleza, mas não a protege do mau tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Ah, Russ havia gasto muito dinheiro com aquele vestido. Uma bela peça. Vermelho, com uma linda fenda na lateral direita que deixava à mostra a perna lindíssima de sua esposa.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;O decote do vestido servia para algo mais que mostrar o belo colo de Christine. Ele estava lá para mostrar o colar de diamantes que enfeitavam o pescoço de sua estimada esposa.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;A sandália que ela usava tinha o tamanho dos pés de um anjo. E era igualmente incrustada com diamantes e fios de ouro 18K. &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Mais que uma esposa, Christine era um troféu. Um troféu que Russ gostava de exibir.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Apesar das aparências, Russ sabia o seu lugar. Sabia que não era ele quem mandava na cidade. Sabia a quem devia respeito.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Russ só não sabia mentir.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Ah amor. Obrigada pela noite de hoje. – Disse Christine, com a voz embargada pelo sono e pela quantidade relativa de bebidas alcoólicas que ela havia ingerido.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Russ limitou-se a responder com um sorriso e uma delicasde piscada. Christine pisa em falso e por pouco não cai na rua. Russ apressa-se em ampará-la.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Nos braços de seu marido, e com o rosto voltado para cima, Christine disse:&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Olha só amor. Até as estrelas saíram para se refrescar esta noite.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Russ olha para cima e perde alguns segundos admirando a imensidão do firmamento, que parecia ter sido borrado com tinta prateada.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Estão olhando pra você amor. Todas elas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Uma limusine bordeaux pára ao lado do casal. Uma porta abre-se. &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Russ é pego de sobresalto. Ao passo que ajuda sua mulher a se recompor, ele fita a limusine.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Russ a conhece. Sabe de quem é.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Antes que qualquer som fosse emitido, ele coloca Christine dentro do veículo, olha pro céu por mais um minuto, também entra.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;A limusine começa a andar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Acha que pode me enganar Russ? Acha que pode armar pra mim?&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Essas palavras soam no interior da limusine, mas é como se Russ não pudesse absorver nenhum som. &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Ele apenas olha, fixa e pesarosamente para o banco onde sua mulher está.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Russ! Diga-me, onde está! &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Russ não consegue emitir uma só palavra sequer.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;A limusine pára, 15 minutos depois de iniciar o movimento.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;O homem velho que perguntava coisas a Russ desce da limusine. Do outro lado, um jovem rapaz também desembarca.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Russ fica dentro do carro, olhando para o banco onde sua mulher jazia. Com uma marca no centro de sua testa, da qual um filete de sangue escorre, por entre os olhos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Ele continua em silêncio.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Vozes exaltadas no exterior do veículo. Risos. Alguém está rindo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Russ ouve uma conversa, mas não entende o que se está acontecendo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Um estampido. Um tiro. Sem o silenciador.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Gritos. Outro tiro.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;A porta ao lado de Russ se abre.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Você! Ajude-os a jogar o corpo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Russ continua quieto, sentado.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Anda, seu idiota! Ajude-os a jogar o corpo. EU sou seu novo chefe agora.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Disse um jovem Jack Hattinger. Filho do homem que havia matado sua mulher.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Uma lágrima escorre do olho esquerdo de Russ. Ele obedeceu.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-7802654796379837538?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/7802654796379837538/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=7802654796379837538' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/7802654796379837538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/7802654796379837538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2007/02/volta-v.html' title='A Volta - V'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-117102526025415425</id><published>2007-02-09T04:45:00.000-08:00</published><updated>2007-02-09T07:39:05.173-08:00</updated><title type='text'>A Volta IV</title><content type='html'>&lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Cap II - Uma Questão De Vida E Morte.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Chovia naquela noite em Águas Negras. Uma chuva fraca, porém insistente, incômoda, fria.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Os carros passavam com cautela pelas ruas estreitas, e os semáforos haviam sido desligados.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;O relógio no pulso de Philip Per marcava uma e meia da manhã.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Philip usava calças pretas, com um sapato de couro preto, camisa de manga longa cinza e um paletó preto. Sobre o conjunto, um sobretudo, para abrigar-se da chuva.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Philip entrou em um lugar chamado Hell, a boite mais movimentada de Águas negras.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Caminhando em sua direção, veio o radiante ser de um metro e sessenta e cinco, corpo esculpido manualmente pelo Criador. Cabelos longos, espessos e morenos adornavam-lhe a cabeça. Lindas Opalas lhe foram concedidas como olhos, e lábios tão vivos que faria qualquer um sentir vontade de também estar. Michelle era seu nome.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Posso lhe ajudar, senhor? – Disse Michelle, apanhando o sobretudo molhado de Philip.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Qual seu nome garota? – Philip indagou, após dar-lhe o sobretudo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Michelle. – Disse a moça.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Muito prazer Michelle. Me chamo Philip, mas por favor, chame apenas de Phil.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Pois bem, Phil. – Disse, Michelle, enfatizando o “Phil”. Ela achava graça no fato de os homens tentarem ser gentis num lugar como aquele.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Tome um drink comigo Michelle. Eu faço questão. – Disse Phil, já sentado em um dos bancos do bar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Certo, peça um Dry Martini pra mim e leve ao quarto 303. – Disse Michelle, com uma leve alteração no timbre de sua voz.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;No quarto, Michelle já o esperava, trajando uma bela camisola transparente. Deitada em uma cama de formato oval, aquela cena seria capaz de fazer qualquer homem esquecer de seus planos. Mas não naquela noite. Phil sabia bem o que queria.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Vamos brincar querida. – Disse Phil, desabotoando sua camisa.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Claro amor. Qual vai ser o jogo hoje?&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Polícia e Ladrão. – Disse Phil, colocando o distintivo, e um par de algemas sobre o criado-mudo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Ótimo amor. Quem vai ser o ladrão?&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Você querida. – Phil sussurrou, e um sorriso estranho iluminou-lhe a face.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Phil juntou os braços de Michelle e os colocou próximos à cabeceira da cama. Em seguida algemou-os, prendendo Michelle.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Vai querido, faça o que quiser comigo. – Disse Michelle, fingindo estar gostando do momento.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Pode ter certeza. – Sussurou Phil, de uma forma que só ele ouviria.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Phil retirou de um de seus bolsos um lenço e colocou-o sobre a boca de Michelle, de modo que ela não pudesse fazer nada além de gemidos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Em seguida, retirou do bolso interno do paletó uma peça feita de fibra de carbono, com encaixe para os quatro dedos. Aquela peça jamais seria detectada em um aparelho detector de metais.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Ajoelhado sobre a cama, Phil passou dez minutos de sua vida a desferir socos na face e tronco de Michelle.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- É por causa de lixo como vocês que esta cidade está como está. SUAS HIPÓCRITAS! VENDEM-SE COMO SE FOSSEM OBJETOS! NOS FAZEM ACREDITAR QUE SOMOS REALMENTE IMPORTANTES PRA VOCÊS!&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Neste momento, Phil parou de socar e olhou para o rosto desfigurado de Michelle.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Aquilo que outrora fora uma das mais belas obras da natureza, agora já não passava de um amontoado de carne e sangue. Um líquido branco escorria de um dos globos oculares dela e via encontrar-se com o sangue que saía de sua boca. Sangue morto. Corpor morto.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Phil vestiu seu paletó, saiu do quarto e foi embora.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Na rua, Phil andava aliviado. Tinha acabado de cumprir sua tarefa. A chuva agora já não passava de uma fina garoa. Phil retirou do bolso um maço de cigarros Lucky Strike e acendeu um. Andava apressado, mas parou por um momento, para acender seu cigarro.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Notou que sua camisa estava suja de sangue. &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Tateou seus bolsos em busca de um lenço e percebeu que havia deixado algo muito mais valioso para trás.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Seus distintivo! Estava na cena do crime. Não tardaria para alguém encontra-lo, se é que já não o tivessem feito.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Precisava voltar à boite. Recuperar seu distintivo. &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;A chuva voltara a cair forte, e o cigarro de Phil havia apagado.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;“Hell” estava só a três quadras dali, Phil poderia voltar correndo, ninguém o notaria.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Phil voltou à boite, entrou no quarto 303 e apanhou seu distintivo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;O cheiro de sangue naquele quarto estava se tornando insuportável. Phil desceu.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Foi embora. &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;A chuva estava mais forte ainda, e Phil mal conseguia enxergar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Mas andava satisfeito. Havia feito o que deveria fazer. E niguém se importaria. São como baratas. Sempre existe outra.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Phil cantarolava uma de suas canções preferidas. Mas nunca conseguia lembrar o nome.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;“Start Spreading The News”. Era assim que ela começava.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Phil deixou seu distintivo cair em uma poça. Merda! Justo numa poça? Com aquela chuva, ele levaria o dobro do tempo normal para acha-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Abaixou-se, enfiou a mão dentro da poça.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Uma luz forte o cega. Muitos watts de potência.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Phil sequer tem tempo de apanhar o distintivo, quando o pára-choque do Cadillac vermelho, ano 59 acerta-lhe a cabeça, fazendo com que seu corpo gire por sobre o carro, e caia já sem vida, dentro da mesma poça em que estava seu distintivo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Um acidente. Mais um para os autos de Águas Negras. Uma madrugada chuvosa, semáforos desligados. Os carros perdem estabilidade. &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;E o homem estava abaixado no meio da rua. ninguém o teria visto.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;O Cadillac pára alguns metros adiante. E começa a voltar de marcha a ré.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;O motorista pára ao lado do corpo de Philip Per. A porta abre-se, mas não muito. Apenas o suficiente para que uma mão do motorista pudesse passar. &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;O motorista solta uma medalha, com a imagem de São Pedro, sobre o cadáver. A porta se fecha.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;Embreagem, primeira marcha, acelerador. O carro ganha velocidade e some, em meio aos pingos de chuva.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-117102526025415425?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/117102526025415425/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=117102526025415425' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/117102526025415425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/117102526025415425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2007/02/volta-iv.html' title='A Volta IV'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-116525252637845326</id><published>2006-12-04T09:12:00.000-08:00</published><updated>2006-12-04T09:15:26.393-08:00</updated><title type='text'>A Volta III</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;*notas do autor*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;a sequência temporal desta novela vai ser, por vezes, quebrada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Cap. I - Jack Hattinger&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Águas Negras é uma cidade muito bonita para se olhar. Belos parques, muitas árvores, o local perfeito para passar um final de semana. Mas em se tratando de política, é um dos lugares mais vis que já existiram.&lt;br /&gt;Desde que Sebastian Deepwater, fundador da cidade, chegou àquele pedaço de terra e iniciou lá um povoado, começaram as notícias de corrupção e a posterior fama de que Águas Negras é uma cidade de ladrões e mafiosos.&lt;br /&gt;Jack Hattinger nasceu naquela cidade em 1939, e já carregava consigo o estigma que todos os habitantes da cidade conheciam e temiam: o sobrenome.&lt;br /&gt;Seu pai, Joseph Hattinger foi o mais ilustre mafioso de Águas Negras, nas décadas de 30, 40 e 50. Conhecido por ser o pioneiro do tráfico de bebidas alcoólicas naquela cidade, na época da Lei Seca, famoso por seu império e temido por sua reputação de ser um mafioso impetuoso, Joseph Hattinger ou Santo Joe, como era chamado entre as “famílias” de mafiosos, por sempre andar com uma corrente dourada, com um pingente de São Pedro, fez fama naquela cidade.&lt;br /&gt;Seu filho, Jack, seguia os mesmos passos do pai, mesmo ainda na escola. Certa vez, na quarta série, quebrou o maxilar de um garoto com um soco, pois esse não tinha cumprido o prazo de uma semana para lhe devolver um livro. Após o incidente, Jack olhou para o garoto e disse: Isso foi só um aviso.&lt;br /&gt;Jack “Hat” Hattinger sempre foi um grande garoto. E grande, não no sentido figurado. Dono de ossos largos e grande estatura, sempre foi o maior da sala. Chegou até a entrar pro time de futebol no ultimo ano do colégio.&lt;br /&gt;Quando terminou os estudos, já com dezoito anos, Jack Hattinger entrou para a “família” da qual seu pai era chefe. Ficou conhecido como Hat, uma redução de seu sobrenome e também um apelido, pois Jack nunca tirava seu chapéu coco negro.&lt;br /&gt;Jack era tão ambicioso quanto, ou até mais que o próprio pai, o que lhe garantiu que, ainda com 19 anos, já ocupasse o segundo mais alto posto dentro da máfia. Mérito próprio, é bom ressaltar.&lt;br /&gt;Hat logo ficou conhecido por ter puxado todas as características do pai e até algumas mais, no quesito violência. Em sua primeira ação nas ruas, ele amarrou os braços de um dos devedores de seu pai. Em seguida, fez um corte em seu rosto e mergulhou a cabeça do devedor em um tanque com piranhas.&lt;br /&gt;Em uma outra “cobrança”, ele fez com que a boca do devedor ficasse aberta, e depois despejou garganta adentro dois quilos de sal de cozinha.&lt;br /&gt;Isso chamou a atenção inclusive de Santo Joe. A violência empregada por seu filho estava fazendo mal para os negócios. Ninguém mais queria fazer acordos com Joe, seu estoque de bebida aumentava assustadoramente. Para ajudar, Joe estava ficando velho, e a prefeitura, por vontade dos “bons moços” influentes na cidade, fez com que as rondas se intensificassem nas ruas, sobretudo durante a noite. “Alguém será preso” - dizia o prefeito em seus comícios – “Águas Negras voltará a ser um lugar para pessoas de bem”.&lt;br /&gt;Em uma noite de inverno, após uma cobrança na qual ambos, pai e filho, estiveram envolvidos junto com mais dois comparsas, a primeira mudança na Máfia de Águas Negras aconteceu.&lt;br /&gt; - Precisamos conversar. - disse Santo Joe.&lt;br /&gt; - É, é sim. Vamos lá. – replicou o jovem Hat, na época com 20 anos. No final da década de 50, quando drogas como LSD, Weed e pó começaram a surgir. Hat experimentou pó duas ou três vezes em sua vida. Infelizmente, aquela era uma das vezes.&lt;br /&gt; - Você está fodendo com os negócios.&lt;br /&gt; - Que merda de papo é esse?&lt;br /&gt; - Os estoques encalharam, os compradores diminuíram. E pra piorar – Neste momento, Joe deu um tapa no rosto de Hat. Seu lábio sangrou. – pra piorar você está consumindo nossa mercadoria!&lt;br /&gt;Hat limpou o sangue de seu lábio com as costas da mão esquerda. Deu um riso.&lt;br /&gt; - Do que é que você sabe? Seu velho idiota! Tráfico de bebidas não dá mais lucro! Mortezinhas convencionais não assustam mais ninguém. Até seu amigo prefeito está atrás de você! VOCÊ é a vergonha da Máfia!&lt;br /&gt;Joe, que já estava nervoso, ficou ainda mais ao ouvir estas palavras.&lt;br /&gt; - Insolente. – Murmurou Joe, enquanto abria o paletó, em busca de sua arma preferida: Uma Magnum 380 silenciada. Infelizmente na máfia não há lugar para perdão. Mesmo tratando-se do próprio filho, Joe teria que fazer o que era adequado. Mas enquanto buscava por sua arma, Joe ouviu um riso, e sua espinha gelou, ao ver seu filho brandindo a arma, bem à sua frente.&lt;br /&gt; - Procurando isto, papai? – disse Hat, cinicamente, com um sorriso estranho em sua face. Um sorriso que mais parecia uma imagem ampliada da boca original de Hat. Como se alguém houvesse esticado seus lábios, mas mantido o tamanho original de sua face.&lt;br /&gt; - Como é que você... – Joe não teve tempo de terminar a frase, pois Hat havia puxado o gatilho. Um projétil veio na direção de Joe, atravessando-lhe o cenho.&lt;br /&gt;Joe caminhou lentamente até o cadáver do pai, ainda mantendo o sorriso na face, que ficava ainda mais macabro na companhia daquele par de olhos arregalados e vermelhos. Uma expressão de louca satisfação. Ao chegar ao lado do pé esquerdo do pai, Hat abaixou-se, retirou do pescoço do pai a corrente com a imagem do santo e disparou mais cinco vezes. O sangue espirrando e salpicando-lhe o rosto com minúsculas gotinhas avermelhadas.&lt;br /&gt; - É por causa de merdas como você que essa droga de cidade não evolui. Pulso firme pai! Pulso firme! – Hat gritava, como se dessa forma o cadáver do pai lhe pudesse ouvir. - Começa agora um novo tempo. E vocês dois, livrem-se desse corpo!&lt;br /&gt;Mandou demolir a casa de seu pai e, no lugar, construir um prédio pequeno, mas com um amplo porão. O pequeno prédio recebeu uma pintura barata, algumas mesas e cadeiras. Um balcão ao centro e iluminação adequada.&lt;br /&gt;Dali para frente, aquele era o novo disfarce da Máfia em Águas Negras. Um pequeno “pub” durante o dia e um verdadeiro Centro de Convenções durante a noite.&lt;br /&gt;Hat amadureceu enquanto chefe da Máfia e desenvolveu uma “assinatura” para os assassinatos que cometia: O pingente com a imagem de São Pedro.&lt;br /&gt;Em cinco anos, a Máfia se fortaleceu e fez aliados poderosos naquela cidade, mas a caça às bruxas persistia.&lt;br /&gt;Hat criou seu próprio bando, que incluía o filho do então prefeito da cidade, o playboy John D. (que só estava no bando para garantir a integridade da Máfia), o maníaco Thomas J. Ice, o mais novo funcionário público da cidade, Friederich Füher, alguns dos antigos comparsas do pai e o recém regresso à cidade, George Fooltrap.&lt;br /&gt;Em um fatídico fim de tarde, enquanto voltava pra casa, Thomas J. Ice foi pego pela polícia e obrigado a contar onde Hat se escondia. Tom Polegar deu à polícia o endereço da casa de Hat. Quando chegaram ao local, mal podiam acreditar no que viam. Foram necessários 3 caminhões para retirar os artigos comprados com dinheiro sujo da casa de Hat. Quadros, motos, carros, liquidificadores e até um aspirador de pó foram apreendidos. A casa foi demolida e o terreno foi leiloado. Tudo o que pertencia à Hat foi tomado. Menos seu bar e as coisas que lá estavam. Isso foi arranjado graças à sua “amizade” com o então prefeito, e ele assegurou que o bar permaneceria sob os cuidados de alguém da confiança de Hat.&lt;br /&gt;Dentro da cadeia, Hat adquiriu conhecimentos valiosíssimos. Aprendeu, sobretudo, a quem subornar para conseguir certas regalias.&lt;br /&gt;Por exemplo, sair mais cedo da cadeia.&lt;br /&gt;Hat fora condenado a 30 anos. Tecnicamente cumpriu quinze e, na prática, ficou um ano e meio encarcerado.&lt;br /&gt;Ao sair, reassumiu o controle de seu bar. A Máfia havia se dissipado completamente, mas ainda havia no ar a suspeita de que talvez ela se reunisse novamente. Portanto, Hat ficou em seu bar, agindo sob o pano, controlando marionetes por 13 anos e meio.&lt;br /&gt;Sob o pseudônimo de Santos.&lt;br /&gt;Daquele momento em diante, Jack “Hat” Hattinger era o presidiário número 134562, que cumpria pena na Prisão Federal de StoneFields, e Santos, era um mero dono de bar que havia chegado recentemente à cidade.&lt;br /&gt;Muitas coisas aconteceram desde então. O prefeito morreu, e seu filho, John D, assumiu o cargo. Este intensificou as rondas policiais, sobretudo nos quarteirões próximos ao Bar. Ele tinha a certeza de que Hat voltaria, mas agora, como prefeito, não lhe interessava estar no bando de um mafioso.&lt;br /&gt;Os comparsas de Santo Joe foram encontrados mortos, nas proximidades do bar, e isso, somado às rondas fez com que boatos fossem iniciados a respeito daquele lugar.&lt;br /&gt;Alguns diziam (com certa razão) que Santos era ex. presidiário de StoneFields, e que tivera sorte, pois poucos saem de lá com vida. Outros diziam que Santos era o filho de Hat. Boatos apenas. Ninguém poderia provar, ou mesmo acreditar que aquele homem era Hat. Ele havia ganhado peso, estava careca e com uma cicatriz no queixo. Os ternos elegantes deram lugar a uma camiseta regata manchada de suor.&lt;br /&gt;Mas continuava sendo o mesmo Hat de antes. De dentro de seu bar, controlou superintendentes, professores, bispos, médicos, comerciantes e afins. Tudo corria sob o controle de Hat. Tudo menos a polícia. Enquanto as coisas corressem a seu favor, Hat, ou melhor, Santos, continuaria em seu bar, comandando a cidade.&lt;br /&gt;Mas um incidente, envolvendo duas de suas marionetes o fez sair de sua toca.&lt;br /&gt;Hat estava de Volta!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-116525252637845326?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/116525252637845326/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=116525252637845326' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116525252637845326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116525252637845326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/12/volta-iii.html' title='A Volta III'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-116446168982068264</id><published>2006-11-25T05:28:00.000-08:00</published><updated>2006-11-25T05:36:38.276-08:00</updated><title type='text'>A Volta II</title><content type='html'>Prólogo - Reflexos (pt. 2)&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas sabia o que aquela notícia significava. Sabia que ele estava voltando. Isso se já não estivesse de volta. Lembrou de como ele pode ser cruel. Lembrou do episódio na Ponte da Cidade, quando ele jogou um de seus desafetos da ponte, com suas mãos amarradas para trás e o pára-choques de um furgão amarrado ao seu pescoço. E, além de tudo, Thomas sabia que seria perseguido por ele. Hat tinha motivos para odia-lo, afinal, Thomas o havia entregado. Havia delatado seu “patrão”. Sentiu náuseas. Arrependeu-se de ter tomado seu café da manhã enquanto lia o jornal.&lt;br /&gt;Passou o resto do dia pensando em como ele poderia ter saído da prisão. Stonefields não costuma deixar que alguém saia de seus portões. Aquele lugar era como uma Prévia do Inferno. Na verdade, poderia ser até pior. E sua condenação, se bem lembrava, era de 30 anos, sem possibilidade de Condicional. E apenas 15 anos haviam se passado. Metade da pena. Como poderia estar do lado de fora? Suborno? Claro, só poderia ser isso. Hat também era conhecido por seus subornos quase que milionários. Certa vez, pagou, em espécie, 50.000 libras para não ter uma arma, cujo valor não era superior a 2.000 libras, apreendida. Valor pessoal, dizia ele.&lt;br /&gt;Thomas estava em seu modesto apartamento à noite. Para aumentar ainda mais seus temores, a energia do bairro todo havia caído. Em sua pequena e escura sala-de-estar, iluminada fracamente apenas pela luz da lua que entrava pelas frestas da cortina, sua imaginação lhe pregava peças, como que testando seus limites. O cabide perto da porta, com seu casaco pendurado, se transformava em Hat lhe observando. O farfalhar de folhas em sua varanda, transformava-se em passos. Na janela, havia milhares de olhos lhe observando. Thomas começava a ficar nervoso com aquela situação. Resolveu tomar alguma coisa e tentar dormir. Abriu sua pequena geladeira branca, retirou a fôrma de gelo. Colocou três cubos em um copo e voltou a guardá-la. Em seguida, abriu o armário marrom de puxadores prateados que ficava acima da geladeira e retirou uma garrafa de Whiskey. House of Lords, 18 anos. Ainda estava lacrada. Serviu-se de uma dose dupla, tampou a garrafa e guardou-a. Tomou quase metade do liquido de um gole só. O gelo estalava no copo, e tilintava, conforme Thomas o chacoalhava. Thomas olhou para o relógio digital em seu pulso. Uma seqüência de pequenas barras verdes anunciava: já passava das duas da manhã. As noites se arrastam durante verão em Águas Negras. Thomas terminou seu copo e foi se deitar.&lt;br /&gt;Retirou sua camisa regata branca e desamarrou os sapatos. Em seguida, retirou a calça jeans preta. Deitou-se de cueca em sua cama de casal. Umas das coisas boas de se morar na parte velha de Águas Negras era que os apartamentos geralmente estavam mobiliados. Aliás, o único ponto baixo era a faixa etária da vizinhança – seu vizinho mais novo tem 67 anos -, fora isso, Thomas não podia reclamar. O aluguel era barato, o apartamento estava mobiliado, não havia problemas com barulho depois das dez da noite. Thomas rolou na cama por horas a fio. Quando estava pegando no sono, Thomas ouviu um barulho, vindo de sua sala de estar. Foi verificar o que era. Viu seu vaso de vidro verde-esmeralda – um dos poucos objetos de decoração - quebrado em diversos pedaços, no chão da sala. A cortina havia se enroscado nele, devido ao vento. Olhou em sua direção, e viu-a sacudir, ao sabor do vento. Mas Thomas havia fechado a janela, e disso ele tinha certeza. Chegou perto da janela e viu que havia um corte no vidro, na altura em que ficava a trava da janela, e que esta havia sido levantada. Engoliu a seco. Havia alguém dentro da sua casa e Thomas podia apostar o braço direito que sabia quem era.&lt;br /&gt;Como que por instinto, virou-se na direção da sala. Ao fazer isso, viu-se frente a frente com seu passado. Um homem alto, forte, careca, vestindo um belo terno preto de risca, gravata vermelha e camisa preta. O homem retirou uma pistola Magnum silenciada de dentro do paletó. Em seguida, fitou Thomas nos olhos e disse, com uma voz grave, mas calma:&lt;br /&gt;- Olá Thomas.&lt;br /&gt;O homem centrou o cano da arma da testa de Thomas.&lt;br /&gt;Um estampido rápido. Um último suspiro.&lt;br /&gt;Thomas ergue seu tronco. Senta-se na cama e passa as costas da mão por sua testa, removendo o suor. Um suor frio, que só o medo causa nas pessoas. Um pesadelo. Aquilo tudo havia sido um maldito de um pesadelo.&lt;br /&gt;Decididamente, a notícia de que Hat estava de volta à ativa acabou com os nervos de Tom.&lt;br /&gt;Voltou à cozinha e serviu-se de mais Whiskey. Bebeu um copo inteiro de uma só vez. Pegou a garrafa pelo gargalo e sentou-se no sofá de sua sala, ainda sem luz.&lt;br /&gt;Bebeu aquele líquido, de um marrom claro, de gosto forte, todo pelo gargalo. Quase um litro de Whiskey em praticamente 4 goles. Deitou-se em seu sofá.&lt;br /&gt;Thomas não acordou no dia seguinte.&lt;br /&gt;No Pronto - Socorro de Águas Negras, o telefone tocou.&lt;br /&gt;- Pronto Socorro, bom dia.&lt;br /&gt;- Uma ambulância! Rápido!&lt;br /&gt;Em vinte minutos, uma ambulância parou na frente do prédio onde morava Tom. A ligação anônima havia dado o endereço. A porta do apartamento estava aberta, sem sinais de arrombamento. Apenas aberta, como se Tom houvesse esquecido de trancá-la na noite anterior. Uma hora depois, um saco plástico preto, preenchido com um corpo de 79 quilos, usando apenas uma cueca azul-marinho, deixava aquele prédio em Águas Negras, dentro de uma ambulância. A causa-mortis: Coma Alcoólico, seguido de convulsão e posterior sufocamento.&lt;br /&gt;Antes de retirarem o corpo, a polícia tirou fotos da sala-de-estar onde fora encontrado. Em uma das fotos, a imagem retratada era a de Thomas J. Ice, ex. mafioso, deitado em seu sofá, com uma espuma branca e espessa a escorrer de sua boca semi – aberta. No chão, havia caída uma garrafa de Whiskey vazia. Seu braço direito pendia para fora do sofá. Entrelaçada em seus dedos, havia uma corrente de ouro. Nela, havia pendurado um pingente, cuja imagem dourada era a de São Pedro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-116446168982068264?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/116446168982068264/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=116446168982068264' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116446168982068264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116446168982068264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/11/volta-ii.html' title='A Volta II'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-116341486516472268</id><published>2006-11-13T02:42:00.000-08:00</published><updated>2006-11-13T02:47:45.176-08:00</updated><title type='text'>A Volta</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Olá leitores, como vão?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;conforme prometido, entrego-lhes o começo de uma nova história. Prometo tornar esta trama muito mais complexa e interessante que as passadas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Por hora, apreciem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Prólogo - Reflexos. (Pt. 1)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;em&gt;“Professor e Super-Intendente de Águas Negras mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Professor Widville e o super-intendente Friederich Füher foram encontrados mortos esta manhã, no apartamento de Füher.&lt;br /&gt;Dois disparos foram efetuados. Ao que tudo indica, Füher teria matado Widville com um tiro no peito e depois se suicidou, com um tiro na testa.&lt;br /&gt;A  mesma arma foi utilizada em ambos os disparos , uma pistola Magnum 380.&lt;br /&gt;Na cena do crime, também foi encontrado um pingente dourado, com a imagem de São Pedro.&lt;br /&gt;A polícia tenta agora averiguar se existe relação entre essas duas mortes e o homicídio de George Fooltrap.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas J. Ice quase engasgou-se com seu café, quando leu essa notícia.&lt;br /&gt;Thomas Ice era o tipo de cidadão indesejado. Já fizera parte do grupo de um homem conhecido como Hat, o maior mafioso que Águas Negras já conheceu. Naquela época, era conhecido como Tom Polegar. O motivo? Qualquer um que tivesse algum problema com Hat recebia uma visita de Tom Polegar. Sempre andando com seu cortador de charutos prateado, Tom entrava na casa da vítima, cortava seu polegar direito com o cortador de charutos, como forma de aviso. Aviso este que era o mesmo que dizer: você tem uma semana para nos pagar o que deve, caso contrário, nós mataremos sua família, incendiaremos sua casa e faremos você passar o resto da sua vida respirando por uma mangueirinha.&lt;br /&gt;Caso a dívida não fosse paga, o próprio Hat iria fazer outra – e última – visita ao devedor. Então, Hat matava a família da vítima, matava a vítima – todos da mesma forma, um tiro na testa. -  e incendiava a casa. Do lado de fora da casa, Hat deixava pendurada uma corrente dourada, e nela, um pingente com a forma de são Pedro. Esta era sua assinatura. O atestado de óbito de mais uma pessoa em Águas Negras.&lt;br /&gt;Durante os anos dourados da Máfia em Água Negras, a cidade era comandada por Hat.&lt;br /&gt;Contudo, 15 anos atrás, em uma bem sucedida batida policial, Tom Polegar foi preso.&lt;br /&gt;Para seu azar, ele havia cortado o dedo do irmão de um dos policiais que haviam lhe capturado. A polícia de Águas Negras, apesar de corrupta, sabia trabalhar bem. E torturar.&lt;br /&gt;Tom passou os três primeiros dias no cárcere sem dormir, sofrendo torturas em horários precisos. E essas eram várias: Choques elétricos, surras, queimaduras. Logo que chegou à delegacia, os policiais fizeram com que Tom passasse pelo “Corredor Polonês”, para que fosse “sovado”. Tom enfrentou cinco metros de policiais enfileirados, segurando seus cassetetes. Depois disso, um dos policiais foi até a cozinha e voltou, segurando uma lata de óleo de cozinha na mão esquerda e um pote de melado na mão direita.&lt;br /&gt;Levaram Tom até um formigueiro que havia atrás da delegacia, amarraram-no e deixaram-no de bruços. Em seguida, passaram melado nas solas de seus pés e óleo de cozinha em suas costas. Deixaram – no exposto ao sol. Então, lançaram um pouco d’água no formigueiro, para atiçar as formigas saúvas. Pode-se imaginar o resultado de tal “experimento”.&lt;br /&gt;Na terceira noite de cárcere, um policial entrou na cela de Tom às três horas da madrugada. Com uma pancada forte na nuca de Tom, o policial o desacordou.&lt;br /&gt;Tom acordou nu, amarrado a uma estrutura em forma de “X”, feita com troncos de madeira.&lt;br /&gt;Um dos policiais que presenciava a cena estava segurando um maçarico na mão esquerda, e um pedaço de fio de cobre, de aproximadamente 30 centímetros na mão direita. Aproximou-se de Tom, segurou seu pênis com precisão cirúrgica. Em seguida, o policial, introduziu cuidadosamente o fio de cobre na uretra de Tom, que grunhiu de dor e desconforto. O policial olhou para o rosto de Tom e disse:&lt;br /&gt; - Vamos te assar por dentro, mafioso filho da puta!&lt;br /&gt;Tom, ainda com uma forte dor na cabeça, e atordoado com as fortes luzes em seu rosto, não entendeu o que acontecia naquela hora.&lt;br /&gt;Então, o policial apanhou o maçarico, acendeu-o e, para desespero de Tom – que começara a recobrar pleno domínio de sua mente -  ,aproximou a chama da extremidade do fio de cobre que ficara para fora de sua uretra.&lt;br /&gt;Após segundos de expectativa, Tom começou a sentir sua uretra ferver e gritou descontroladamente. Antes que os policiais pudessem retirar o fio de cobre, Tom desmaiou.&lt;br /&gt;Acordou dois dias depois, ainda sentindo dores por todo o corpo, especialmente em seu pênis, que estava com uma espécie de bolha sobre sua glande. Um dos policiais aproximou-se de Tom e lhe disse:&lt;br /&gt; - Você vai passar o resto de sua vida aqui dentro, apanhando todos os dias, a menos que  nos responda uma simples pergunta.&lt;br /&gt;Quatro dias depois, Hat, ou como constava em seu documento de identidade, Jack Hattinger, dava entrada na delegacia de Águas Negras. Em todos os jornais, falava-se de sua prisão. Sua ficha era extensa: roubos, tráfico, assassinatos, fraudes. A única coisa que não constava em sua ficha era o fato de ele pendurar santos nas portas. Isso era uma coisa da qual apenas os membros de seu grupo sabiam.&lt;br /&gt;No dia do julgamento, foram ouvidas várias testemunhas, inclusive Thomas J. Ice.&lt;br /&gt;Hat foi condenado a 29 anos de prisão. Sua ficha lhe obrigaria a ficar muito mais tempo preso, mas, já naquela época, o dinheiro falava mais alto.&lt;br /&gt;No caminho entre a sala de julgamento do tribunal e o carro que o levaria à Prisão de StoneFields, os olhares de Hat e Tom se cruzaram. Tom viu a articulação de seus lábios e as palavras “Eu te pego.” se formarem. Tom também foi preso, mas cumpriu pena em outro lugar. Por ter colaborado com a prisão do mafioso mais procurado de Águas Negras e ter testemunhado contra ele, a pena de Tom foi reduzida a quatro anos.&lt;br /&gt;Thomas cumpriu sua pena e saiu da cadeia, com marcas que iam além das cicatrizes deixadas pela tortura. Thomas verdadeiramente havia se arrependido de sua vida de crimes, ainda que poucas pessoas acreditassem nisso.&lt;br /&gt;Passou os últimos onze anos trabalhando como carpinteiro. A única coisa que sabia fazer, além de cortar polegares, era talhar madeira. Ofício que desempenhava com certa destreza. Havia aprendido com seu pai e seu avô. Agora, após a morte dos dois, viu como havia sido útil passar as tardes de sua infância com os dois velhos.&lt;br /&gt;Durante os anos de liberdade, Thomas sempre se lembrava daquilo que lhe fora dito quinze anos atrás, no dia da condenação de Hat. Lembrava e mantinha a esperança de que, nesses quinze anos, algo houvesse acontecido dentro dos muros de Stonefields.&lt;br /&gt;Mas aquela notícia no jornal acabara de varrer suas esperanças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;To be Continued&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;(Os personagens são fictícios,embora muitos dados tenham sido baseados em pessoas reais)Direitos Autorais garantidos Copyright by Budéga's Inc.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-116341486516472268?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/116341486516472268/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=116341486516472268' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116341486516472268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116341486516472268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/11/volta.html' title='A Volta'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-116309143889179177</id><published>2006-11-09T08:53:00.000-08:00</published><updated>2006-11-09T08:57:18.906-08:00</updated><title type='text'>Da Imposição ao Ateísmo.</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Olá leitores, como vão?!&lt;br /&gt;É estranho, quanto mais as pessoas dizem eu respeitam sua opinião, mais fica evidente a hipocrisia contida nessa frase.&lt;br /&gt;Hoje, em minha hora de almoço, não me lembro bem o porquê, surgiu o assunto Deus.&lt;br /&gt;E me perguntaram se eu acredito Nele. Ante que eu pudesse responder, uma das pessoas que estava à mesa disse: &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;em&gt;Ele não acredita.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Ao me perguntarem se era verdade o fato de não acreditar, eu apenas assenti com um breve acenar da cabeça.&lt;br /&gt;Aí, a mesma pessoa disse: &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;em&gt;É ateu, esse cara aí.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;E desejei que esse assunto jamais tivesse vindo à tona. As acusações começaram. As mulheres religiosas diziam umas pras outras: &lt;em&gt;É que Ele ainda não sentiu Deus presente na vida dele&lt;/em&gt;. A outra disse: &lt;em&gt;É, ele ainda não passou por uma situação de necessidade&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;E eu pensei: Diabos, e por que é que eu só sentiria Deus presente na minha vida em uma maldita situação de necessidade? Que Deus é esse que só se manifesta quando eu tô com um pé na cova e outro na casca de banana? Aí eu comecei a falar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;em&gt; - O caso, não é que eu não acredite em Deus. Só não o faço da mesma maneira que vocês. Pra vocês, a relação com Deus funciona numa espécie de toma-lá-dá-cá. Eu rezei, eu vou pro Céu, eu não rezei, então rezem por mim.&lt;br /&gt;Eu não imagino Deus como um Homem grande, de barbas grandes, que usa o mundo como um brinquedo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Mas quem disse que eles entenderam?! Aí, o cara que disse que eu sou ateu, perguntou.&lt;br /&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;em&gt;Ta, você não acredita em Deus. E no diabo, você acredita?&lt;br /&gt;É, agora, além de tudo, eu sou Satanista&lt;/em&gt;, pensei.&lt;br /&gt;Enquanto isso, as mulheres continuavam assombradas com o fato de eu simplesmente não acreditar no Deus delas. Eu bem que poderia ter dito que deus foi a maior invenção dos homens e que a Bíblia é Literatura, mas resolvi não fazer isso. Essa é só a minha opinião. Além do mais, eu não queria iniciar uma Guerra Santa com ninguém.&lt;br /&gt;E isso me retoma uma questão. Por que diabos os católicos, protestantes, evangélicos ou seja lá o diabo que eles forem, teimam em querer fazer com que eu acredite em Deus? E mais, eles teimam em querer fazer com que todos no Mundo siga a religião deles, pois esta é a religião certa. E quem não a segue vai queimar no Inferno.&lt;br /&gt;Só que existem centenas de religiões certas. E bilhões de pessoas que seguem religiões diferentes. E, seguindo a lógica Bíblica, isso me leva a crer que todos nós arderemos nas chamas eternas do Inferno.&lt;br /&gt;Fica a pergunta: Existe mesmo um Paraíso?&lt;br /&gt;Texto com visão atéia? Não. Longe disso. Por que até o mais cético dos ateus chama por Deus na hora da dificuldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMAURI&amp;amp;ARISTÓTELES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;(parafraseando o final do texto)&lt;br /&gt;Até o mais cético dos ateus clama por Deus em horas de dificuldade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-116309143889179177?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/116309143889179177/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=116309143889179177' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116309143889179177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116309143889179177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/11/da-imposio-ao-atesmo.html' title='Da Imposição ao Ateísmo.'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-116249001161201652</id><published>2006-11-02T09:47:00.000-08:00</published><updated>2006-11-02T09:58:42.570-08:00</updated><title type='text'>Quarto de Criança</title><content type='html'>Olá leitores, finalmente entrego-lhes a História "Quarto de Criança". Crônica curta, vocês não terão que aguardar pela continuação.&lt;br /&gt;Espero que gostem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, preparem-se para "A VOLTA"&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________________&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Aah. Falta de ar. Um pesadelo. Devo ter dormido demais. Em pé? Vestida? Como poderia ter dormido assim. Cai o travesseiro. Orbitando outra vez. Estive orbitando outra vez, é claro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aquele quarto de menino. Lindo. Meu menino. O tom azul bebê, combinado com a decoração de trenzinhos faz com que o quarto pareça com os da novela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tontura, dor de cabeça. É só stress. O berço. Pedro, meu filho, nasceu há cinco meses.&lt;br /&gt;Belo e saudável menino.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que bracinho frio. Havia deixado a janela aberta. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Descuido meu. Em dias de outono não se pode descuidar. Arrumo o mosquiteiro em torno do berço. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como tenho sorte. Moro em uma bela casa. Não tenho problemas com os vizinhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu marido é um homem trabalhador. Engenharia Civil. Exige muito dele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É um bom homem, o meu Paulo. Rígido e disciplinado. Assim é o meu Paulo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Arrumo o cabelo atrás da orelha direita. Dor no rosto. O que aconteceu? Ah sim, me machuquei ontem enquanto preparava o jantar. Como pude esquecer que Paulo odeia espinafre?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Errei duas vezes. Hoje pela manhã, deixei queimar as torradas. Paulo foi trabalhar sem comer. Apenas deu-me um beijo no rosto e saiu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Passo a mão sobre minha face. Dor forte. Deveria ir ao médico. Uma pancada assim no rosto pode fazer mal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como pude me machucar na cozinha? Não havia lugar para bater o rosto na cozinha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Paulo estava nervoso hoje pela manhã. Deu-me um beijo no rosto. Um soco! Foi isso! Dera-me um soco no rosto e saíra para o trabalho. Por isso meu rosto está doendo. Queimei as torradas e ele me bateu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas havíamos feito amor aquela noite. Estava tudo bem. Nós havíamos transado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu atendi as necessidades de Paulo. Nunca o sexo foi bom com ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele odeia espinafre. Me deu um soco noite passada. Deitei-me chorando. Ele pediu desculpas, me beijou. Disse que aquela tinha sido a última vez. Disse que ele perdera a cabeça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Perdoei-o. Perdoei-o, como tenho feito nos últimos dois anos. Milagre o pequeno Pedro ter nascido sem problema algum.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pedro chorava muito naquela manhã.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Assim que meu marido saiu para o trabalho, eu fui ver o que meu filho tinha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não queria comer. Troquei-o, mas ele não parou de chorar. O que estava errado? O que eu deveria fazer? Seu choro se misturara ao meu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Calmo filhinho. Mamãe está aqui. O choro foi diminuindo, até parar por completo. Consegui acalma-lo. Finalmente acalmei-o. Alguns minutos com o travesseiro sobre sua pequena face e eu o acalmei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda estava com o bracinho frio. Por quê?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Eu havia fechado a janela. Cortei a entrada de ar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;AR! O TRAVESSEIRO! Mexi em Pedro, mas ele não acordou. Não chorou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu havia matado meu filho! Meu Deus! Como? Quando? Que fazer agora? Paulo vai chegar daqui à uma hora, talvez menos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Banheiro. Calmantes. Um? Dois? Talvez o frasco inteiro?! Sim, o frasco inteiro. Estava muito nervosa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma lâmina de barbear em minha mão esquerda. Por que meu pulso direito sangra? Notei que o esquerdo também sangrava. Voltei ao quarto de Pedro. Segurei-o. Ele estava gelado. Sua manta tomou uma cor avermelhada. O que era aquilo?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O que aconteceu?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;OO QUE ACONTECEU? O QUE DIABOS ACONTECEU AQUI?!Dizia Paulo desesperado, ao ver, nos braços de uma mulher decadente, que outrora fora sua esposa, seu único filho. Ambos estavam no chão. Inertes. Mortos. Abraçados.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-116249001161201652?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/116249001161201652/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=116249001161201652' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116249001161201652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116249001161201652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/11/quarto-de-criana.html' title='Quarto de Criança'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-116215648944058176</id><published>2006-10-29T13:13:00.000-08:00</published><updated>2006-10-29T13:14:49.453-08:00</updated><title type='text'>PATHOS</title><content type='html'>&lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Certa vez, Platão disse que o amor é a doença da alma. Ele é como um vírus que lhe infecta o ser e lhe impede de viver plenamente. Disse que uma vida plena é uma vida vivida sem a presença desse vírus.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Discordo. Hoje, enquanto andava da casa de minha avó até a minha própria, percebi que, há 3 anos eu não amo alguém.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Pra dizer a verdade, sinto como se nunca tivesse amado alguém em minha vida.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Senti um aperto na alma, daqueles causados por uma angústia que você não sabe de onde vem, nem para onde vai. Não sabe sequer se ela um dia irá embora.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Olhei pela janela, e vi no jardim, uma planta com uma flor branca. Copo-de-leite, se não me engano. Observei-a por um momento, e depois percebi o quanto invejava aquela flor. Ela não precisa de um amor para sentir-se plena. Precisa apenas de água, Sol, e de um inseto que a polinize, pois assim ela dará continuidade a sua espécie.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Notei que, há tempos, venho procurando braços confortáveis e seios aconchegantes, nos quais eu possa me aquecer e esquecer um pouco da vida medíocre que tenho levado.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Medíocre não, pois não posso reclamar de tudo o que consegui. Tenho 19 anos, dou aulas de inglês, tenho um certificado internacional que reconhece meus conhecimentos de língua inglesa, faço faculdade e tenho um padrão de vida mediano. Acho que minha vida têm sido insatisfatória. Tenho vivido uma busca incessante, mas não sabia ao certo o que buscava. Amor. Minha busca resume-se a isso? Minha busca resume-se a algo que eu não posso sequer explicar? Resume-se a olhar casais apaixonados, andando de mãos dadas e não sentir mais inveja de nunca ter dividido com sinceridade esse momento com alguém?&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Dias atrás, li um livro sobre vampiros. Nele, o autor disse que os vampiros sugavam sangue, pois daquela forma, eles se sentiam humanos por um breve instante. E que sentiam que, talvez naquele momento, eles voltariam a serem humanos. &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Serei um vampiro, que, a cada beijo, a cada abraço, a cada transa, se sente próximo de encontrar seu amor, mas que, após um tempo, nota que aquilo era pura mentira? Uma maldição que jamais terá fim?&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;3 anos atrás, numa viagem a praia, durante uma tarde, subi em uma pedra e sentei-me, observando o mar. Naquela tarde, eu chorei.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Curioso, é que não me lembro de ter descido. Talvez eu ainda esteja lá. Numa prisão sem grades, na qual eu mesmo me tranquei. Deixando que minhas lágrimas rolem pelo meu rosto, unam-se em meu queixo e pinguem no mar. Para que o sal de minhas lágrimas junte-se ao sal do mar, tornando-me parte daquele bucólico cenário.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Enquanto procuro uma forma de me encontrar, para continuar minha vida, sigo olhando para a flor branca de meu jardim. Olhando e invejando.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-116215648944058176?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/116215648944058176/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=116215648944058176' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116215648944058176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116215648944058176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/10/pathos.html' title='PATHOS'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-116170855710216958</id><published>2006-10-24T09:48:00.000-07:00</published><updated>2006-10-24T09:49:17.120-07:00</updated><title type='text'>Das Calças Xadrez e Do Masoquismo Político.</title><content type='html'>Bem vindos de volta à realidade nua, crua, dura e com ótimo desempenho sexual, caros leitores, como vão?!&lt;br /&gt;Após uma temporada sem minhas resenhas sociais serem publicadas aqui, cá estou eu de volta. Sem novelas por um tempo. Sem ficção por um tempo. Apenas eu e minhas críticas. E claro, meus ávidos leitores.&lt;br /&gt;A pergunta do dia é: Qual peça de vestimenta você acham mais estranha: Calças Xadrez ou camisas de time de futebol?&lt;br /&gt;Não é necessário ser um gênio para saber que a resposta da maioria aqui foi a alternativa “A”. Mas outra pergunta que lhes faço é: por quê?&lt;br /&gt;Simples. Num país onde a cultura é desprezada e o futebol, mais do que todos os outros esportes, é de tal forma enaltecido, a ponto de um presidente ser reeleito caso a seleção ganhe a copa do mundo, é mais do que natural esperar que as pessoas repudiem o que é novo, ou o que não é usual. Uma séria questão de gosto, eu diria.&lt;br /&gt;Gosto este que é deveras duvidoso, eu ressalto. Prefiro usar minhas calças xadrez vermelhas por aí (que em minha opinião, são muito legais) do que vestir uma camisa do Barcelona, com o número dez e o nome do Ronaldinho Gaúcho estampados atrás. Levando-se ainda em conta que o Ronaldinho, apesar de humilde e bom jogador de futebol, não faz a mínima idéia que um de seus fãs, usando uma camisa igual a dele, é barrado em dezenas de conhecidos e bem freqüentados bares e pubs paulistanos, pois estes não permitem que pessoas trajando uniforme de futebol entrem, enquanto pessoas trajando calças xadrez podem transitar livremente por suas dependências.&lt;br /&gt;Uma séria questão de gosto, como disse acima.&lt;br /&gt;Abrindo um parêntese no texto, falemos um pouco sobre Política. Já disse um sábio que “a pior coisa para aquele que não gosta de política é ser governado por aquele que gosta”. Concordo plenamente. Mas suspeito que o povo brasileiro seja meio masoquista, pois, além de não gostarem de política, ainda elegem os que gostam menos ainda, tendo em vista os novos deputados, Clodovil e Frank Aguiar. E pior ainda, elegem os mesmos ilustres, renomados e publicamente conhecidos e declarados ladrões, Maluf e Collor novamente. É isso aí! Instauremos a democracia num país acomodado. Vamos dar às pessoas um direito que elas não gostam de ter! Qualquer coisa, a gente toca um Funk da Eleição e fica tudo certo. Imaginem só a letra:&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Tô de volta. /Eu falo no palanque, e o povo vota, /por que é ignorante. /Eu prometo o que eu não posso/ e o povo bobão, /acredita e me elege/e eu recebo o mensalão&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;(para saber a “melodia”, cantem essa letra no ritmo daquela “música”: “glamurosa, rainha do funk...”). É pessoal, Viva a República dos Bananas! Viva o povão brasileiro!&lt;br /&gt;Melhor que isso, só um especial do Faustão com o João Kleber.&lt;br /&gt;E agora dá licença, mas eu vou deglutir Lula com Picolé de Chuchu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMAURI&amp;ARISTÓTELES: Ensinar é gratificante. Mas distancie-se de seu aprendiz, quando ele estiver cantando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S  - Preparem-se para a &lt;strong&gt;“VOLTA”!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-116170855710216958?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/116170855710216958/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=116170855710216958' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116170855710216958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116170855710216958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/10/das-calas-xadrez-e-do-masoquismo.html' title='Das Calças Xadrez e Do Masoquismo Político.'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-116109488736532203</id><published>2006-10-17T07:14:00.000-07:00</published><updated>2006-10-17T07:24:19.460-07:00</updated><title type='text'>Culpa - Finale (Do Blog Novela - Segunda História)</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Olá, caros leitores. Depois de um mês deixando-lhes curiosos por saber o que aconteceria a Dave, saciar-lhes-ei a sede por novos fatos, com o capítulo final da história "Culpa".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Aproveitem cada uma das linhas, saboreiem-nas com raro prazer, somente encontrado em espíritos que ainda cultuam a leitura. Estou longe de me tornar referência na Literatura Brasileira, mas acredito que faço minha parte enquanto escrevo, e vocês fazem vossas partes ao ler não apenas meu textos, mas também outros tipos de livros, como sei que o fazem. A mínima manifestação de interesse pela leitura já lhes vale muito, pois, através desa manifestação, vocês se distanciam de uma massa acomodada, leiga, turva e auto-segregada. E por isso, vocês desfrutam de todo o meu respeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Esse prólogo já se estendeu demais. Deixo-lhes com o tão desejado final. Boa leitura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Dave estava decidido a fazer algo que mudaria completamente o curso de sua vida. E mais do que isso, mudaria o curso da existência da pequena cidade de Águas Negras.&lt;br /&gt;Iria fazer aquilo que sentira vontade tempos atrás. Iria deixar aflorar o que havia de pior em si.&lt;br /&gt;Desceu do carro e seguiu para a rua paralela à igreja, onde o bispo Fooltrap sempre parava seu carro. Levava em sua mão esquerda a abotoadura de Füher, e na mão direita, a adaga de vidro, feita com a garrafa de Red Label que Dave quebrara mais cedo naquele dia.&lt;br /&gt;Já passava das seis e meia da tarde quando Dave encontrou o carro de Fooltrap. Sentou-se encostado em uma parede e aguardou. A apreensão, misturada à tristeza e a raiva fazia com que Dave suasse e desejasse um cigarro naquele momento. Infelizmente, o maço de Lucky Strike ficara no porta – luvas do carro de Daisy. Esta já fumava seu segundo cigarro, tamanho era seu nervosismo. Não sabia o que Dave planejava fazer, mas sabia que não seria bom.&lt;br /&gt;Enquanto esperava pelo bispo Fooltrap, Dave usou a adaga de vidro para escrever na porta esquerda do carro a seguinte frase: SERÁ QUE SEU DEUS VAI TE PROTEGER?&lt;br /&gt;A frase ficou gravada na pintura azul-metálica da Mercedez do bispo George Fooltrap. Este encerrou o culto e foi de encontro a seu carro, cerca de vinte minutos depois.&lt;br /&gt;- Mas quem diabos pode ter feito isso?! – Perguntou a si mesmo Fooltrap, numa mistura de descrença e indignação.&lt;br /&gt;Em seguida, um barulho alto e estridente, como o de uma vidraça quebrando, chamou a atenção do bispo. Este se voltou na direção da igreja e notou que o vidro da porta dos fundos estava quebrado. A ansiedade tomou conta de seu ser. Ele se sentia pequeno e impotente dentro daquela rua escura. Aquilo não era um acidente. Quem poderia estar arremessando pedras àquela hora da noite? Claramente era uma ameaça. Colocou as mãos nos bolsos, em busca da chave do carro. Encontrou-as, mas o nervosismo fez com que ele as deixasse cair no chão.&lt;br /&gt;De repente, uma sombra, sons de passos. Fooltrap se vira na direção da sombra a tempo de ver um pedaço de garrafa ser cravado em seu pescoço, rasgando-o da direita para a esquerda.&lt;br /&gt;Tentou gritar, mas já era tarde. O ferimento foi profundo, dilacerando não só sua carne, mas também suas cordas vocais e traquéia. Se não morresse de hemorragia, morreria sem ar. Fato é que morreria, era só uma questão de tempo.&lt;br /&gt;Dave viu o corpo inerte de George Fooltrap cair ao chão. Quando finalmente se convenceu de que o matara, deixou ao lado do corpo, um presente para quem quer que fosse investigar a cena do crime. Voltou para o carro de Daisy.&lt;br /&gt;- Vamos pra a minha casa. Precisamos pegar umas coisas.&lt;br /&gt;- O que você fez Dave? – Dave mostrou a Daisy suas mãos sujas de sangue. Daisy olhou para Dave, mas não disse nada. Ligou o carro e foi para a casa de Dave.&lt;br /&gt;Lá, eles arrumaram uma mala com roupas e dinheiro. Tanto Ana quanto Wes não gostavam de guardar dinheiro em banco, então mantinham todo o seu dinheiro em casa. Felizmente, para Dave e Daisy, ali havia dinheiro suficiente para que recomeçassem a vida em qualquer outro lugar. Bastaria que eles soubessem como administrar o montante.&lt;br /&gt;Em seguida, foram para a casa de Daisy. Infelizmente, os pais de Daisy confiavam nos banqueiros, portanto, não havia sequer uma moeda naquela casa, além do dinheiro da mesada de Daisy. Contudo, ela possuía uma conta no banco, que seus pais, juntamente com seus avós, iniciaram logo que Daisy nasceu. Ela era a única pessoa que poderia retirar dinheiro daquela conta, mas só poderia faze-lo quando fosse maior de idade, o que aconteceria em duas semanas. Por ser uma conta antiga, que recebia três depósitos mensais diferentes, acrescidos de correção monetária e juros, Dave e Daisy podiam se considerar um casal de muita sorte, no que diz respeito a finanças.&lt;br /&gt;Naquela mesma noite, Dave e Daisy saíram da cidade e se hospedaram num motel próximo.&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, a manchete em quase todos os jornais, orados e escritos era a mesma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Assassinato brutal do bispo da Primeira Igreja de Águas Negras choca a população.&lt;br /&gt;O bispo George Fooltrap foi encontrado morto ao lado de seu carro esta manhã.&lt;br /&gt;Na porta de seu carro, foi encontrada a seguinte inscrição:&lt;br /&gt;‘SERÁ QUE SEU DEUS VAI TE PROTEGER?’&lt;br /&gt;Junto ao corpo, foram encontrados pedaços de vidro, e uma abotoadura dourada, com duas letras F entrelaçadas.&lt;br /&gt;A polícia suspeita que Friederich Füher esteja envolvido com o assassinato.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela notícia pegou a todos na cidade de surpresa. Apenas um casal não se surpreendeu com a notícia.&lt;br /&gt;Füher foi acordado por um incessante bater em sua porta. Uma hora depois, ele estava na delegacia de polícia, prestando depoimento.&lt;br /&gt;Widville estava em seu apartamento, sentado no sofá de sua sala. Em sua frente, sobre a mesinha da sala, um exemplar do Diário de Águas Negras. Em sua mão esquerda, uma garrafa de vinho. Em sua mão direita, um revólver calibre 38 carregado, apontado para sua têmpora.&lt;br /&gt;Cinco vezes naquela manhã, Widville decidiu-se a estourar seus próprios miolos, e cinco vezes desistiu. Fraco. Não tinha culhões o suficiente para tanto. Não poderia tirar a própria vida, mas iria se vingar daquele que havia lhe tirado o que tinha de mais precioso.&lt;br /&gt;Naquela tarde, Füher já havia voltado para casa. Às seis e meia, alguém novamente bateu em sua porta.&lt;br /&gt;- O que aqueles vermes querem? Já não lhes paguei suborno o suficiente? Mas que ousadia. Ter que subornar policiais para não ser preso por um crime que sequer cometi!&lt;br /&gt;Ao abrir a porta, Füher viu um Widville completamente diferente daquele com quem estivera no dia anterior. Um Widville transtornado, como que possuído por um espírito que não o dele. Entrou porta adentro, quase derrubando Füher. Bateu a porta da casa e em seguida gritou:&lt;br /&gt;- VOCÊ O MATOU!&lt;br /&gt;- Deixa de ser idiota Widville. Eu nem tinha razões pra matar o Fooltrap. Se eu fosse matar um de vocês dois, mataria você. – Füher disse isso enquanto gesticulava, brandindo seus braços em torno do corpo, como que querendo espantar uma teimosa mosca . E começou a rir. Um riso frenético, meio que forçado.&lt;br /&gt;- Cale a boca. – Widville disse isso, e sacou de sua cintura o revólver calibre 38. Apontou-o em direção a Füher.&lt;br /&gt;- O que vai fazer Widville? – Füher perguntou, enquanto encarava Widville. Duvidava que ele pudesse sequer disparar.&lt;br /&gt;- Vinga-lo.&lt;br /&gt;- Vai em frente idiota. A polícia suspeita de mim tanto quanto você. Mate-me e as suspeitas cairão sobre você.&lt;br /&gt;Ao ouvir isso, o velho Widville começou a reassumir o controle daquela carcaça. Widville gaguejou, seu braço que fazia a mira oscilou por um instante. Por fim, ele disse:&lt;br /&gt;- Ninguém me viu! – ao dizer isso, Widville recobrou a confiança, e novamente apontou a arma em direção a Füher.&lt;br /&gt;- Não seja estúpido! Acha que a polícia não está montando cerco em minha casa? Acha que não estão me vigiando? – Estas palavras tiveram um impacto muito mais forte sobre Widville, que deixou a arma cair. Füher já estava perto de sua mesa, abriu a gaveta e sacou sua pistola Magnum, 380, silenciada.&lt;br /&gt;- Sabe Widville, você nunca chegaria a lugar algum. Você é um fraco. – Füher dizia isso enquanto apontava a rama na direção do peito de Widville. - Um pobre coitado, de quem todos têm pena. Fooltrap era uma bicha idiota por ter se envolvido com um nada feito você. Estou com nojo de sujar minhas paredes com seu sangue. – Widville estava com seus olhos arregalados atrás de seus óculos. O medo estampado em sua face só não era maior do que a sensação de auto crítica, por ter acreditado na história do cerco policial.Como não percebeu que se tratava de um blefe? – Só prezo pela ousadia e coragem, ou devo dizer, burrice, que você demonstrou ao me ameaçar em minha própria casa. Dê meus pêsames ao Fooltrap lá embaixo. E diga a ele que vou ter que arrumar outro bispo pra ganhar dinheiro pra mim. Até um dia, Widville.&lt;br /&gt;Widville sequr teve tempo e dizer alguma coisa, ou esboçar qualquer reação.&lt;br /&gt;Com um barulho seco e pouco audível, um clarão repentino e breve, Füher pôs fim a vida medíocre de Widville.&lt;br /&gt;O barulho alto de um corpo inerte batendo contra o piso de madeira de lei, e a poça que se formou do sangue que vazava incessantemente do buraco no peito de um corpo que outrora fora Widville apenas confirmou sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meia hora depois, outra batida na porta de Füher o irritara novamente. Quem poderia ser desta vez? Os policiais? Se fosse o caso, como explicaria a presença de um corpo em sua sala de estar? Com mais dinheiro é claro. E muito mais desta vez, pois se tratava de um flagrante autêntico. Não, não eram os policiais. Contudo, ao ver aquela face em sua porta, Füher começou a achar que ter os policiais batendo em sua casa seria melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que você fez isso Füher? – Disse o homem que acabara de chegar. Em seguida, repousou os olhos sobre o cadáver caído ao chão. O cheiro de sangue ainda estava presente. Sua voz intimidou Füher, mas ele não deixou transparecer. Pelo menos, foi o que ele pensou.&lt;br /&gt;- O que? Ah, Widville? Nada demais, ele veio até aqui e...&lt;br /&gt;- Claro que ele veio até aqui! Eu o vi entrar. Não perguntei sobre isto. Perguntei sobre Fooltrap.&lt;br /&gt;- Não fui eu senhor. Füher já estava suando copiosamente. Estava visivelmente nervoso e abalado. Não imaginaria que voltaria a vê-lo. Não sob tais circunstâncias. Ainda se lembra da última vez em que se encontraram. Ainda guarda as cicatrizes em suas costas. – Eu nem estava perto dele quando aconteceu e...&lt;br /&gt;- Então como é que isso – Ele mostrou a Füher sua abotoadura – foi parar lá, ao lado do corpo?&lt;br /&gt;- Eu não sei senhor. E...eu estava em outro lugar e...&lt;br /&gt;- Chega Füher! Você sabe que não dou terceira chance a ninguém. Você teve sua chance e se enrolou. Toda a cidade está querendo te colocar atrás das grades! Chega Füher. – Ao dizer isso, Ele sacou uma pistola Magnum 380 silenciada, idêntica a de Füher. – Você me decepcionou.&lt;br /&gt;- Senhor, não! Por favor nã...&lt;br /&gt;Outro barulho seco e pouco audível cortou o ar outra vez. Um outro clarão iluminou brevemente a sala de estar. Uma pancada indolor. Outro corpo inerte caído ao chão. Sangue vazando por um pequeno furo em sua testa.&lt;br /&gt;Um homem alto, gordo, forte e careca, trajando um belo terno negro, abandona aquela mórbida cena, deixando para trás dois cadáveres que levarão para o túmulo segredos que nunca devem se revelados. O homem forte pôs-se a dizer consigo mesmo, enquanto guardava sua arma:&lt;br /&gt;- Terei que arrumar outro para gerenciar meus negócios. Bons fantoches estão cada vez mais difíceis de serem encontrados. Malditos! Por que não esquecem de uma vez de por todas do tempo que passei nos campos de pedras, assim eu posso voltar ao controle! Aquele lugar nojento em que me escondo está me deixando louco. Quem dera todos os dias algum maluco aparecesse por lá. – Deu uma olhada de relance para os cadáveres. Em seguida, concentrou-se no cadáver de Füher e voltou a dizer:&lt;br /&gt;- Somos culpados por tudo aquilo o que geramos.&lt;br /&gt;Saiu da casa e fechou a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que tenham gostado desta segunda novela. Mas espero que não tenham gostado muito, pois pretendo ficar um tempo sem escrever outra. Apesar das idéias se reproduzirem com espantosa rapidez, fazer uma novela dá trabalho, e eu estou sentindo falta de publicar meus textos descompromissados com continuações.&lt;br /&gt;No mais, é isso. Recolho-me ao auto de minha superioridade intelectual para redigir um trabalho sobre cultura brasileira. Até mais ver.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-116109488736532203?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/116109488736532203/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=116109488736532203' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116109488736532203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116109488736532203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/10/culpa-finale-do-blog-novela-segunda.html' title='Culpa - Finale (Do Blog Novela - Segunda História)'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-116101591984960240</id><published>2006-10-16T09:22:00.000-07:00</published><updated>2006-10-16T09:25:19.863-07:00</updated><title type='text'>Culpa - Cap. VI (Do Blog novela, segunda história)</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Uma hora e meia depois do telefonema, Daisy chegou na “pista de corrida”. Havia acontecido um acidente, um assassinato naquele lugar e, desde então, ninguém mais havia posto os pés ali.&lt;br /&gt;Daisy se aproximou de Dave, deu-lhe um abraço e um beijo, mas antes que ela pudesse dizer alguma coisa, ele falou:&lt;br /&gt; - Vamos sair da cidade amanhã.&lt;br /&gt; - O que? Por quê?&lt;br /&gt; - Fui ameaçado pelo Füher.&lt;br /&gt; - Quem?&lt;br /&gt; - O Füher, aquele velho de terno. Ele me disse pra sair da cidade.&lt;br /&gt; - Por quê?&lt;br /&gt; Dave contou a Daisy toda a história, omitindo apenas a parte em que ELA foi ameaçada. Não queria preocupa-la, pois ele sabia que ela era quase tão geniosa quanto ele, e não poderia suportar perde-la também.&lt;br /&gt; - Vamos para casa! Vamos dar parte à polícia! Eles não podem te ameaçar assim Dave! – Daisy dizia, desesperada.&lt;br /&gt; - Não dá. Não adiantaria. Füher controla tudo. – Dave olhou para a abotoadura em sua mão esquerda. Os dois “F” entrelaçados não deixavam dúvida de que se tratava de uma legítima abotoadura do Senhor Friederich Füher, assistente social e dono da cidade.&lt;br /&gt;Dave sairia da cidade sim. Levaria consigo sua amada Daisy e quem mais estivesse disposto a recomeçar a vida noutro lugar. Mudaria de nome se preciso. E talvez fosse mesmo preciso, pois, naquela noite, Dave mudaria o curso de sua pacata vida de estudante.&lt;br /&gt; - Vamos pra Igreja. – Disse Dave, já dentro do carro, fitando a estrada.&lt;br /&gt; - O que você pretende fazer Dave?&lt;br /&gt; - Efeito Dominó amor.&lt;br /&gt; - Do que você está falando?&lt;br /&gt;  - Daisy, você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. E amava minha mãe tanto quanto eu. Minha mãe, Ana Guilt, morreu por negligência de três pessoas diferentes. A morte dela vai ficar impune por culpa de um sistema corrupto.&lt;br /&gt; - O que você vai fazer Dave? Pelo amor de Deus?&lt;br /&gt; - Efeito Dominó, já disse. A morte de minha mãe vai passar batida bem embaixo dos narizes dos filhos da puta da prefeitura, tudo por que eles estão todos comprados. Eu vou fazer o que é certo. Prometa que vai ficar do meu lado, pra sempre.&lt;br /&gt; Daisy realmente amava Ana, mais até do que sua própria mãe. Daisy, no fundo, sabia que tudo o que Dave disse era verdade. Ela olhou no fundo dos olhos castanho-esverdeados de Dave, beijou sua boca e disse:&lt;br /&gt; - Nossa consciência é nosso guia.&lt;br /&gt;Dave deu um pequeno sorriso. Daisy ligou o carro e eles partiram.&lt;br /&gt;No caminho para a cidade, Dave começou a se lembrar de detalhes de seu passado. De como adorava ir ao parque aos domingos. De como foi seu primeiro dia na escola.&lt;br /&gt;De como conheceu Daisy.&lt;br /&gt;Dave estava sentado em uma mureta na escola, lendo seu exemplar de “O Jogador”. Daisy estava usando uma calça Jeans azul, não muito justa, nem tão folgada e uma blusa regata preta. Linda. Seus cabelos presos em um rabo-de-cavalo.&lt;br /&gt;Enquanto Dave lia, Daisy se aproximou dele e iniciou uma conversa.&lt;br /&gt; - Você gosta mesmo de ler hein? Não faz mais nada não?&lt;br /&gt; - Eu gosto sim de ler – Dave respondeu fechando o livro. – mas também gosto de conversar. Qual é seu nome?&lt;br /&gt; - Daisy. -  respondeu a garota dos lindos cabelos e do perfume inebriante.&lt;br /&gt; - Muito prazer Daisy, meu nome é...&lt;br /&gt; - Dave. – ela deu um risinho envergonhado. – Me desculpe, mas eu já sei seu nome.&lt;br /&gt; - Ah, olha só, além de bonita, você é detetive.&lt;br /&gt;  - Não. – Outro riso, desta vez mais descontraído. – É que eu sempre achei super charmoso esse seu jeito de ficar lendo e perguntei sobre você. Sabia que eu adoro homens de cabelo grande?&lt;br /&gt; - Ah é? – Dave disse, passando a mão pelo lado direito da cabeça.&lt;br /&gt; - É. E eu acho esse jeito de mexer no cabelo – Daisy imitou o jeito de Dave. – Muito sexy.&lt;br /&gt;Ambos riram. Dave então disse.&lt;br /&gt; - Que acha de sair e tomar um refrigeante?&lt;br /&gt; - Você é rápido hein? Eu até aceitaria, se você me chamasse pra tomar cerveja, já que eu sei que você gosta. – E Daisy riu de novo.&lt;br /&gt; - Que seja então. Quer sair hoje?&lt;br /&gt; - Combinado&lt;br /&gt;Naquela noite, eles foram juntos ao “Saloon” pela primeira vez. E pela primeira vez eles se beijaram.&lt;br /&gt;De volta a realidade, Dave notou que eles estavam chegando perto da igreja.&lt;br /&gt; - Ali. Pára naquela rua.&lt;br /&gt; - Dá pra explicar o que você vai fazer?&lt;br /&gt; - Daisy, a causa e a solução dos problemas de uma sociedade, são os cidadãos que ela abriga. Eu já fui o problema por muito tempo, preciso ser, mesmo que uma vez apenas, a solução.&lt;br /&gt; - Sua mãe sempre disse que você lembrava seu pai.&lt;br /&gt; - Do que você está falando?&lt;br /&gt; - O jeito de andar, de se vestir, de pensar. Sua mãe dizia que você era praticamente a imagem jovem de seu pai.&lt;br /&gt; -Passei pouco tempo com o velho. Ela contou que o conheceu aqui em Águas Negras. Ele era do tipo de cara que adora carros. Corria com o avô dele.  Papai morreu de uma parada cardíaca...eu tinha 13 anos.&lt;br /&gt; - Sua mãe me contou tudo isso Dave. E contou que seu pai era mais parecido com você do que você imagina.&lt;br /&gt;Dave só então percebeu que estava órfão de pai e mãe. Completamente só no mundo, não fosse sua querida Daisy e seus amigos. Uma lágrima rolou do olho direito de Dave. Daisy a enxugou, beijou Dave na bochecha, abraçou-o e disse:&lt;br /&gt; - E se tudo o que sua mãe me contou é verdade, eu tenho orgulho de ser sua namorada.&lt;br /&gt;Sob aquela pouca luz, Daisy ficava ainda mais bonita. A cor castanha de seus cabelos refletia, e seus olhos adquiriram um brilho maravilhosamente sutil. O calor de seu corpo confortava Dave, que, momentaneamente, havia esquecido de sua perda.&lt;br /&gt;Se algo que mudasse Águas Negras iria realmente acontecer, teria que acontecer naquela noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;To Be Continued...(os personagens são fictícios,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;embora muitos dados tenham sido baseados em pessoas reais)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Direitos Autorais garantidos Copyright by Budéga's Inc.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-116101591984960240?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/116101591984960240/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=116101591984960240' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116101591984960240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116101591984960240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/10/culpa-cap-vi-do-blog-novela-segunda.html' title='Culpa - Cap. VI (Do Blog novela, segunda história)'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-116048388254549147</id><published>2006-10-10T05:32:00.000-07:00</published><updated>2006-10-10T05:38:02.570-07:00</updated><title type='text'>Culpa - Cap. V (Do Blog - Novela Segunda HIstória)</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Olá leitores. Primeiramente, quero lhes agradecer por ler os textos que publico. Sei que muitos de vocês o fazem por que eu lhes mando o link do blog, mas, mesmo assim, é importante saber que vocês lêem e gostam (ou pelo menos dizem qu gostam) do que eu escrevo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Essa segunda história já está chegando na reta final, e eu prometo que farei um final muito bom. Por enquanto, aproveitem a leitura do quinto capítulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt; - Eu quero saber como foi que o filho da puta do Widville arrumou dinheiro pra comprar aquele carro? O que você ganha por mês mal paga o aluguel daquele apartamento onde você mora! – Dave disse, logo após Füher falar com ele.&lt;br /&gt; - Acalme-se Dave, todas as suas perguntas serão respondidas. – Disse Fooltrap. – Agora, George, digo, Sr. Widville... – O bispo Fooltrap cometera outra vez o mesmo deslize de chamar o professor pelo primeiro nome. Aquilo chamou mais a atenção de Dave, mas antes que este pudesse fazer algum comentário, Füher falou:&lt;br /&gt; - Ora Fooltrap, pare com isso. Não precisa chamar George pelo sobrenome a torto e a direito. Logo contaremos a Dave que...&lt;br /&gt; - CALA A BOCA FÜHER! – Gritou Widville. Foi a primeira vez que Dave viu Widville peitar alguém daquela maneira. Mesmo quando eles discutiam, Widville chamava Dave pelo nome completo e pedia que este voltasse para seu lugar na sala de aula, mas isso era feito de maneira introspectiva, e Dave só obedecia por respeito a “autoridade” do professor. Aquilo era realmente inusitado, ver Widville gritando com alguém. Realmente o assunto que começara a ser discutido incomodava profundamente o professor.&lt;br /&gt; - CALA A BOCA VOCÊ, SEU MALDITO FILHO DA PUTA DE MERDA! VOCÊ MATOU MINHA MÃE! DEIXA O VELHO FALAR! – Aquelas palavras fizeram com que Widville voltasse a assumir sua personalidade fraca e submissa. Ele abaixou a cabeça, visivelmente abalado com aquela acusação, cheia de verdade e sinceridade.&lt;br /&gt; - Eu não tive culpa. Eu perdi o controle e...&lt;br /&gt; - COMO NÃO TEVE CULPA? VOCÊ NÃO SABE DIRIGIR POR ACASO? NÃO SABE ONDE FICA O FREIO?&lt;br /&gt; - O carro era muito grande, muito pesado, eu perdi a direção, fiquei perdido com os pedais...&lt;br /&gt; - E POR QUE DIABOS VOCÊ COMPROU UM CARRO QUE VALE MAIS QUE SUA CASA SEM NEM AO MENOS SABER DIRIGI-LO? – Dave a essa altura já estava quase avançando sobre Widville novamente. Seus olhos marejados de tristeza e raiva. E a oportunidade de abrandar sua dor, matando o assassino de sua mãe estava deixando Dave cada vez mais próximo de cravar o pedaço da garrafa na garganta de Widville.&lt;br /&gt; - POR QUE COMPROU A DROGA DO CARRO?&lt;br /&gt; - PETER  ME DEU O CARRO! – Gritou Widville novamente. Possivelmente ele falara demais, pois arregalou os olhos atrás dos óculos e se encolheu no banco onde estava sentado após essa explosão de informações. Aquela informação, contudo, bateu como um soco na boca do estômago, deixando Dave sem reação. Quem diabos era Peter? Seria o filho de Widville? Não, ele nem ao menos era casado. Seria o irmão dele? Seria o pai?&lt;br /&gt;- Quem é... – Dave articulou a pergunta, mas antes que pudesse terminá-la, uma voz grossa e um pouco rouca disse:&lt;br /&gt; - Sou eu. Meu nome é Peter Fooltrap – Disse o bispo. Dave não havia percebido, mas quando Widville lhe disse quem havia lhe dado o carro, o bispo também ficara chocado com a resposta. Estava branco, e olhava fixamente para um ponto imaginário a sua frente. Era como se estivesse em transe.&lt;br /&gt; - Mas por que... – Dave tentou novamente articular uma pergunta, mas, novamente foi interrompido. Desta vez, era Füher quem falava.&lt;br /&gt; - Ora Dave, não seja tão inocente. Você já deve ter notado.&lt;br /&gt; - Notado o que?&lt;br /&gt; - Dave, não se faça de idiota. – disse Füher, um pouco nervoso. – Você sabe muito bem que...&lt;br /&gt; - Nós temos um caso. – Disse Widville firmemente. Um tanto envergonhado também.&lt;br /&gt; - O QUÊ?!&lt;br /&gt; - Temos um caso. Dave, você sabe, alías, quase todos da cidade sabe que sou gay. Logo que cheguei à cidade, fui contratado pela escola e aluguei o apartamento. Numa noite, Peter foi a minha casa. Disse que iria haver uma cerimônia na Igreja no dia seguinte e me queria lá pois, após a cerimônia, ele me apresentaria para a população daqui. Ele foi meu primeiro amigo na cidade. Começamos a sair e...&lt;br /&gt; - Ta bom. Dane-se a história de amor de vocês. – Disse Füher. – Tudo o que Dave precisava saber é que vocês dois são um par de homossexuais, que um deu o carro pro outro e que ele vai ter que deixar a cidade. – Füher disse isso com um certo ar de superioridade em si. Um jeito estranho de dizer, como se tudo o que ele disse fosse incontestável.&lt;br /&gt; - Eu vou o que? – Disse Dave novamente.&lt;br /&gt; - ORAS DAVE, EU JÁ DISSE PRA VOCÊ NÃO SE FAZER DE IDIOTA! VOCÊ ENTENDEU MUITO BEM O QUE EU DISSE!&lt;br /&gt; - E por que eu faria isso?!&lt;br /&gt; - Negócios Dave – Füher disse enquanto acendia um charuto – Acha que o prefeito manda na cidade? A cidade tem dois donos; eu, e a besta do Fooltrap. Tudo negócios Dave, e você é ruim pros negócios. – A fumaça do charuto já tomava conta do interior da limusine. -  Sua mãe morreu na frente de um dos poderes da cidade, esmagada por um carro comprado com dinheiro público e do dízimo, pelo Bispo da cidade. Acha que isso é bom pra mim Dave?&lt;br /&gt; - Widville disse que vai processar a empresa. É uma questão de tempo até que eles descubram quem comprou o carro.&lt;br /&gt; - De maneira alguma eu vou processar a empresa Dave.  – Disse Widville. – Eu só disse aquilo por que a mídia estava presente.&lt;br /&gt; Dave estava prestes a avançar sobre Widville novamente, mas a arma de Füher o parou a meio caminho.&lt;br /&gt; - Acha que não tem nada a perder Dave? Acha que não posso te fazer mal? Amanhã, pela manhã você estará fora dessa cidade Dave, caso contrário, acharão o belo corpo de Daisy boiando no rio. Entendeu?&lt;br /&gt;Depois de Ana, Daisy era a coisa que Dave mais amava. Aquela altura do campeonato, Dave não se importava com a própria vida, mas Daisy era tudo pra ele. Não poderia permitir que a fizessem mal.&lt;br /&gt; - Está bem. Amanhã pela manhã eu saio da cidade. – Dave pronunciou cada uma das palavras com uma ira descomunal, mas não deixou transparecer.&lt;br /&gt; - Melhor assim. – Disse Füher, guardando a arma. – Agora, desce.&lt;br /&gt;Quando a porta da limusine se abriu, Dave notou que ela estivera em movimento durante todo o tempo em que conversavam. Eles estavam no limite da cidade. Füher o empurrou pra fora e a limusine saiu em disparada. Contudo, ao empurrar Dave, uma das abotoaduras de Füher caiu no chão. Dave a apanhou e olhou para a placa que dizia “Bem – Vindo a Águas Negras.” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Ele teria um grande caminho pela frente. Felizmente estava com seu celular.&lt;br /&gt; - Daisy. – Disse Dave, com uma voz fraca e triste ao telefone.&lt;br /&gt; - Pelo amor de Deus Dave. Onde você está? O que eles te fizeram? Você está bem? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt; - Calma Daisy, temos muito o que conversar. Eu estou aqui no limite. Perto da “pista de corrida”. Vem me buscar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;To Be Continued...(os personagens são fictícios,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;embora muitos dados tenham sido baseados em pessoas reais)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Direitos Autorais garantidos Copyright by Budéga's Inc.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-116048388254549147?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/116048388254549147/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=116048388254549147' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116048388254549147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116048388254549147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/10/culpa-cap-v-do-blog-novela-segunda.html' title='Culpa - Cap. V (Do Blog - Novela Segunda HIstória)'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-116005056628235311</id><published>2006-10-05T05:13:00.000-07:00</published><updated>2006-10-05T05:16:06.296-07:00</updated><title type='text'>Culpa - Cap. IV (Do Blog Novela Segunda História)</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Dave acordou naquela manhã extremamente leve. Não por ter transado na noite passada, mas por ter dormido com Daisy. Ele realmente a amava. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Quando ele acordou, Daisy já havia acordado e saído do quarto. Dave colocou seu samba-canção e caminhou até a sala. No caminho, ele reparou nos porta-retratos sobre o móvel entre o quarto e a sala de estar. As fotos que os porta-retratos seguravam eram realmente lindas. Uma delas havia sido tirada em um dia de Sol, provavelmente um Domingo, no parque Greenfield, um dos mais bonitos de Águas Negras. Na foto estavam Daisy e sua mãe, Jodie. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Provavelmente o senhor Wrightheart tirara aquela foto. No outro porta-retratos, estava Daisy montada no pescoço de seu pai. Provavelmente aquela era uma foto tirada no aniversário de Daisy. Dave passou por aquele móvel, e deixou sua mão deslizar sobre ele, como faria um pianista ao ver um piano de cauda, feito em madeira de lei, envernizado na cor mogno e com os rolamentos e partes metálicas douradas, com as teclas feitas de presas de elefante africano.&lt;br /&gt;Dave admirou a decoração daquela sala por alguns segundos, até que um som chamou sua atenção. Era um choro, misturado ao baixo volume de uma televisão ou um rádio. Dave caminhou e encontrou Daisy, sentada no sofá, com as mãos sobre o rosto e soluçando de tanto chorar, observando a Televisão, que estava sintonizada na TV Bandeirantes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Naquele horário, passava um dos jornais matinais, e ele falava sobre um acidente que acontecera ali mesmo, em Águas Negras, na noite passada. A princípio, Dave não entendeu, mas bastaram alguns segundos assistindo àquela matéria para descobrir do que se tratava.&lt;br /&gt;Dave sentou no sofá, ainda sem conseguir esboçar qualquer reação ou emitir qualquer som. Sentara no sofá sem desviar os olhos da televisão, a boca semi-aberta.&lt;br /&gt;Daisy, com suas mãos quentes e úmidas, das lágrimas que escorreram de seus olhos, segurou as de Dave, e disse, em meio a soluços e choramingos:&lt;br /&gt; - Eu sinto muito. Amor, eu sinto muito!&lt;br /&gt;Dave se virou para olhar Daisy, e então, quando viu aquele belo par de olhos castanhos marejados de lágrimas, aquela face angelical ruborizada por causa do choro e aquela voz doce embargada pelos soluços, Dave caiu em si.&lt;br /&gt;Um par de lágrimas rolou, uma de cada olho de Dave. Ele os fechou por um momento, depois os abriu. Tornou a fechá-los. Então abraçou Daisy e começou a chorar.&lt;br /&gt; - Minha mãe. Por que? Por que ela? – Chorou por mais alguns minutos e voltou a dizer frases, aparentemente, desconexas:&lt;br /&gt; - Ela só ia na Igreja. Maldito Wes! Por que não chegou mais cedo?! Fooltrap, seu maldito filho da puta! – as lágrimas já haviam empapado o ombro direito da blusa do Baby-Doll azul marinho que Daisy usava naquela manhã. – Widville, seu veado filho da puta! Com que dinheiro você comprou aquele carro?&lt;br /&gt;Daisy o abraçou forte, e tentou consola-lo:&lt;br /&gt; - Calma Dave. Calma. Eu sinto muito. Ana.  – Daisy recomeçou a chorar, ao se lembrar do aniversário de Dave, no qual elas passaram toda uma manhã fazendo a decoração da festinha surpresa, enquanto Will jogava boliche com Dave. Daisy lembrou do que Ana dissera a ela:&lt;br /&gt; - Querida, você é tão linda! Meu filho tem muita sorte de ter uma namorada como você. É a nora que eu pedi a Deus. – Após essas palavras, Ana deu um beijo na testa de Daisy. Um beijo fraternal, como a muito não recebia de sua própria mãe. Jodie Wrightheart não era exatamente o exemplo de mãe ideal, como imaginara Dave.- Cuide dele por mim. – Continuou Ana. Daisy lembra de ter dado um sorrisinho e pensado que aquilo era papo de mãe coruja&lt;br /&gt;Daisy se lembrou novamente do beijo, e a dor de saber que não mais o teria a fez chorar copiosamente, o que exigiu que Dave a acalmasse.&lt;br /&gt;Dave e Daisy se vestiram e foram pra casa de dele. Quando chegaram lá, encontraram Will, Julia e Wes.&lt;br /&gt;Wes estava visivelmente debilitado, mas não era devido a uma noite inteira chorando ou qualquer outra coisa. Dave olhou de relance para a esquerda e viu uma garrafa de Red Label quase vazia. Dave olhou de novo para Wes. Wes não era maior que Dave. Era um pouco mais largo, entretanto. Cabelo curto, estilo soldado, porém com entradas pronunciadas. Um pouco barrigudo. No entanto, Dave sabia que poderia dar conta dele, mesmo se Wes estivesse sóbrio. Com mais de 700ml de Whiskey no sangue então.&lt;br /&gt; Dave avançou para cima de Wes, como um leão avançaria pra cima de uma Zebra. A pouco menos de um metro de onde Wes estava sentado, Dave se lançou na direção dele, derrubando não só Wes, mas a cadeira onde ele estava sentado:&lt;br /&gt; - SEU FILHO DA PUTA! ONDE VOCÊ ESTAVA?! VOCÊ DEVERIA TER IDO BUSCAR MINHA MÃE! -  - Dave dizia isso enquanto esmurrava Wes de todas as formas possíveis. Se Dave não stivesse tão abalado, ele provavelmente teria quebrado o maxilar de Wes, contudo, Dave acertou poucos socos em cheio. Wes, por sua vez, mal conseguia se defender.&lt;br /&gt;Mesmo com os gritos histéricos de Daisy para que Dave largasse Wes, ou com as tentativas, frustradas é verdade, de Will para arrancar Dave daquele tufão de socos, gritos e sangue, tudo fora em vão. Até que Dave ouviu aquela voz:&lt;br /&gt; - Dave?! Graças a Deus eu te encontrei Dave. – Disse George Widville, enquanto descia de uma limusine, aparentemente blindada e com os vidros escurecidos.&lt;br /&gt;Aquela voz entrou no ouvido de Dave como cheiro de sangue entra nas narinas de um tubarão. Aquela voz o incitou a atacar sua origem. E assim o fez.&lt;br /&gt;Dave partiu para cima de Widville. Não rapidamente, como pensavam seus amigos, mas lentamente. Andava vagarosamente, aquele estilo de andar que deixa as pessoas nervosas. Passou ao lado da mesa onde Wes deixara a garrafa vazia de whiskey. Este estava agora, sentado no chão, com as mãos sobre o nariz quebrado. Dave apanhou a garrafa pelo gargalo, e bateu o fundo desta contra a mesa, criando uma adaga de vidro com os restos que sobraram em sua mão.&lt;br /&gt; Quando Dave ia avançar sobre Widville, a porta direita da limusine abriu-se novamente.&lt;br /&gt;Para a surpresa de Dave, e de todos os outros que lá estavam, pela porta aberta da limusine, desceram o bispo Fooltrap e um homem, já um pouco velho, muito branco, de altura mediana, com um terno preto de risca, uma gravata vermelha com um nó muito bem feito. Seus olhos azuis e os cabelos brancos, que outrora com certeza foram louros, não deixavam dúvidas, tratava-se de um alemão, ou um descendente direto.&lt;br /&gt; - Dave acalme-se. – Disse Fooltrap, com sua voz imponente. Não era a toa que as pessoas não se cansavam de seus sermões, com aquela voz grossa, alta e um pouco rouca, parecia que o próprio Deus estava falando com Seu rebanho.&lt;br /&gt; - Este é o senhor Friederich Füher, assistente social. Venha conosco Dave, queremos conversar com você.&lt;br /&gt;Por um motivo que nem Dave saberia responder, ele entrou na limusine, mesmo sob os novos gritos de protestos que Daisy emitia.&lt;br /&gt; - Venha logo George. – Disse Fooltrap, e esse jeito de chamar ao professor espantou Dave. Eles sempre se tratavam pelo sobrenome. O professor e o bispo também ficaram um pouco exaltados com aquilo, mas ninguém percebeu.&lt;br /&gt;Já dentro da limusine, foi a vez de Friederich Füher começar a falar:&lt;br /&gt; - Dave, há certas coisas que você precisa saber.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;To Be Continued...(os personagens são fictícios,embora muitos dados tenham sido baseados em pessoas reais)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Direitos Autorais garantidos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Copyright by Budéga's Inc.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-116005056628235311?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/116005056628235311/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=116005056628235311' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116005056628235311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/116005056628235311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/10/culpa-cap-iv-do-blog-novela-segunda.html' title='Culpa - Cap. IV (Do Blog Novela Segunda História)'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115854311115055602</id><published>2006-09-17T18:26:00.002-07:00</published><updated>2006-09-17T18:31:51.163-07:00</updated><title type='text'>Culpa - Cap III (Do Blog - Novela - Segunda História)</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Hey...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Antes de atualizar esse blog com mais um capítulo da novela, devo avisar que este último capítulo não está bom (pelo menos não pra mim). E que eu vou levar um tempo a mais para atualizar, pois eu sempre escrevo na hora, não costumo escrever a história toda e depois ir postando os capítulos. É isso, este não-huimilde escriba está já sentindo o peso das responsabilidades e por isso, estou deveras cansado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Estou trabalhando também no texto Quarto De Criança. Sim, ele vai ficar maneiro depois de pronto. E como minha mente trabalha bem rápido, já comecei o "esboço" de um outro texto, que há de se chamar "A Plataforma".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Boa Leitura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Dave e Daisy saíram do bar junto com Julia e Will, mas tomaram caminhos diferentes.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;A casa de Daisy ficava a dois quarteirões a esquerda do Saloon, e de Julia ficava a dois quarteirões à direita e depois mais um a esquerda.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;O pai de Daisy, o senhor Wrightheart, era médico. Estava sempre viajando para congressos, palestras e cursos. Sua esposa e mãe de Daisy, a belíssima senhora Wrightheart (ela insistia em ser chamada por seu primeiro nome: Jodie) era um estrondo de mulher: Inteligentíssima, dona de um corpo escultural, dedicada mãe e esposa, e Dave podia apostar que ela era um fenômeno na cama. Dave podia se considerar um homem de sorte por namorar Daisy, pois, até onde lhe constava, Daisy herdara todas essas características da mãe.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Felizmente, aquele era um dos finais de semana em que Daisy ficava sozinha &lt;st1:personname productid="em casa. Ao" st="on"&gt;em casa. Ao&lt;/st1:PersonName&gt; entrarem, Dave foi para a cozinha e serviu duas taças de vinho.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Daisy ligou aparelho de som. A cena que se seguiu, apesar de ser um clichê, foi romântica. Eles dois estavam na sala, se serviram de um gole de vinho e começaram a dançar, ao som de Depeche Mode. No momento seguinte, Dave abraçou Daisy por trás e começou a beija-la na boca, enquanto acariciava seu seio esquerdo. Daisy mexia no cabelo de Dave com uma mão, e com a outra soltava seu cinto.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Dave colocou a mão por baixo da blusa de Daisy, depois retirou-a e tirou a blusa de Daisy, uma regata rosa, o que revelou aquele belo par de seios carinhosamente abrigados em um soutien preto com detalhes de renda vermelho-sangue. Daisy se virou de frente para Dave e arrancou sua camiseta. Apesar de magro, Dave tinha um físico bonito. Os músculos do abdome e do tórax eram definidos. Sua cintura era muito bem desenhada também. Ele a abraçou e começou a beijar seu pescoço. Dave podia ouvir os suspiros de Daisy, e aquilo o excitava. Abraçou-a por trás de novo. Vagarosamente, enquanto beijava sua boca e pescoço, e acariciava o seio, agora direito de Daisy, com a mão livre Dave começou a abrir a calça de Daisy. Os corações batendo rápido. O calor que passava de um pro outro, o ambiente a meia-luz, a música. Eles poderiam passar o resto da madrugada naquele jogo de sedução.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Quando Daisy estava apenas vestindo sua calcinha, Dave colocou ambas as mãos naquele quadril alvo e perfeito de Daisy e a suspendeu. Daisy, por sua vez, deu um impulso com as pernas, e em seguida, as entrelaçou na cintura de Dave. Eles ficaram nessa posição e Dave foi andando, enquanto beijava Daisy, até o quarto dela. Lá, Dave a deitou suavemente sobre a cama, que por sinal era bem larga, e se levantou. Tirou sua calça Jeans e começou a beijar os seios de Daisy, que a essa altura já soltava os primeiro gemidos, antecipando as horas que estavam por vir.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Duas horas e meia depois, Dave e Daisy, apesar de um pouco cansados, estão em estado de êxtase. Dave, deitado, acende dois cigarros e dá um pra Daisy.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;- Wow! – Disse Daisy, em seguida, deu um beijo no rosto de Dave.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;- É. - Disse Dave. – Eu te amo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;- Eu também.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Fumaram em silêncio depois disso. Dave sentia que precisava falar com alguém sobre suas angústias, sobre como se sentia mal com algumas coisas. Sobre como odiava o professor Widville. Sobre como odiava ver sua mãe saindo para a Igreja toda Sexta-Feira. Sobre como odiava saber que ela dava quase duzentas pratas por mês para o hipócrita do Bispo Fooltrap. Sobre como ele sentia vontade de sabotar o freio do carro do Bispo e como quase fez isso uma vez.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Entretanto, ele não falar . Não tinha coragem. Não queria preocupar Daisy. Ela não merecia isso. Após acabar com o cigarro, Dave olhou Daisy nos olhos por alguns minutos e disse por fim:&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;-Eu te amo!&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Daisy sorriu e disse:&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;- Eu também, seu bobo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Eles se abraçaram e dormiram juntos aquela noite. Daisy se sentia nas nuvens. Dave, mesmo feliz, estava longe da tranqüilidade.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Se Dave tivesse assistido à Televisão naquela noite, teria visto a seguinte matéria:&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;“Acidente em Águas Negras causa a morte de uma pessoa.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Hoje, às 19 horas, após perder o controle de seu carro, uma Sherokee ano 2006, o professor da Escola Secundária Sebastian Deepwater, o senhor George Widville colide contra o muro principal da Igreja Primeira de Águas Negras. O acidente infelizmente fez uma vítima. A senhora Ana Comodore Guilt, que estava do lado externo da igreja esperando seu marido, Wes Comodore, foi esmagada entre o muro e o carro. Ela teve rompimento da coluna cervical em três pontos, e quebrou o pescoço. Ana morreu na hora.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;O professor foi hospitalizado e passa bem, teve apenas um braço quebrado. O Bispo Fooltrap, que preside da Igreja Primeira de Águas Negras, deu a seguinte declaração:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;‘É realmente uma pena, que uma religiosa, dizimista e, acima de tudo, uma pessoa tão maravilhosa tenha nos deixado dessa maneira. No entanto, tenho certeza que a senhora Ana Guilt será recebida de braços abertos no Reino dos Céus. ’&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;O professor informou, em nota, que pretende processar a empresa fabricante do carro por negligência.”&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Como estava sem seu telefone celular, Dave teve ainda mais uma noite de Paz.&lt;/p&gt;  &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;To Be Continued...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;(os personagens são fictícios,embora muitos dados &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;tenham sido baseados em pessoas reais)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Direitos Autorais garantidos Copyright by Budéga's Inc.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115854311115055602?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115854311115055602/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115854311115055602' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115854311115055602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115854311115055602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/09/culpa-cap-iii-do-blog-nove_115854311115055602.html' title='Culpa - Cap III (Do Blog - Novela - Segunda História)'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115841682849114977</id><published>2006-09-16T07:16:00.000-07:00</published><updated>2006-09-16T07:27:08.613-07:00</updated><title type='text'>Culpa - Cap. II (Do Blog Novela Segunda História)</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Dave voltara pra casa naquele quente fim de tarde decidido a tomar um banho frio e sair com seus amigos para tomar uma cerveja no “Saloon”.&lt;br /&gt;"Saloon" era um bar, cujo dono era fanático por filmes de faroeste. Toda a decoração do bar era feita sobre este tema, desde antigas rodas de carroças ate a clássica portinha vai-e-vem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Dave e seus amigos não gostavam da decoração cafona, muito menos da música ambiente do lugar, mas até o mais cafona dos bares era melhor do que o Bar do Santos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Lugarzinho feio, o bar do Santos. O chão vivia sempre impregnado com uma coisa que lembrava gordura, o cheiro de pinga barata e cigarro falsificado deixava naquele lugar um odor nauseante. E o público daquele lugar também não era dos melhores. Diziam que o próprio Santos é um ex-prisioneiro. Um dos poucos que entraram em Darkstones e saíram vivos pra contar história.&lt;br /&gt;Boatos. Ninguém tinha como provar se aquilo era verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Realmente, quando se mora em uma cidade interiorana, não há muito que fazer, além de contar histórias, ou até mesmo inventa-las.&lt;br /&gt;Dave chegou em casa e viu sua mãe, pronta pra sair de casa e ir para a igreja. A senhora Ana, ou Tia Ana, como a chamavam seus amigos, já estava com sua longa saia, os cabelos presos em um rabo de cavalo e “aquele” livro. Era assim que Dave se referia à Bíblia, Aquele livro. Sempre dando uma entonação pejorativa à “aquele”. Dave amava sua mãe mais que tudo no mundo, mas quando a via arrumada para ir à igreja, Dave preferia não falar com ela para não arrumar briga.&lt;br /&gt;Duas vezes Dave foi à igreja a qual sua mãe freqüentava. Uma vez, quando tinha treze anos, um ano depois da morte do pai. Lembra de ter ouvido o Bispo Fooltrap dizer que para ser um bom religioso, era necessário ser um dizimista assíduo. Lembra de ter visto escrito na porta da igreja a seguinte inscrição: “Deus, na hora do juízo final, lembre-se de que sou um dizimista fiel.”. Aquilo enojou Dave. Como aqueles pobres infames podem pensar que Deus, se é que ele existe, é tão fútil assim? Naquele dia, Dave viu o Bispo Fooltrap ir embora da igreja dirigindo um carro do ano. Era um importado, Audi qualquer coisa.&lt;br /&gt;Na segunda vez, um ano depois, Dave voltou à igreja, desta vez com seu padrasto, para buscar sua mãe. Chovia muito naquela noite. Outra vez, dave viu o Bispo ir embora da igreja com um carro do ano. Desta vez era um Mercedez XLR35 conversível. Dave percebeu para onde ia o dízimo.&lt;br /&gt;-Vou pro “Saloon” com a Daisy, a Julia e o Will.&lt;br /&gt;-Tô saindo pra igreja. (comentário dispensável, pensou Dave) Vê se não volta muito tarde. O Wes saiu e vai direto me buscar na igreja.&lt;br /&gt;-Uhm. O Wes saiu com o carro ele ou com o nosso?&lt;br /&gt;-Com o dele. Você vai sair com o nosso?&lt;br /&gt;-Não, vou no “Saloon”. Você sabe que eu não gosto de sair de carro quando eu vou beber.&lt;br /&gt;-Filho, mamãe não gosta quando você bebe muito. Como você vai voltar pra casa depois?&lt;br /&gt;-Tá calor hoje. Só vou beber umas cervejas. Vou pra casa da Daisy depois. Tchau mãe.&lt;br /&gt;-Tchau filho. – e Ana saiu para a igreja.&lt;br /&gt;Dave foi até seu quarto, pegou uma toalha e foi tomar banho. Dez minutos depois, ele estava vestido e já tinha pegado dinheiro. Abriu o guarda-roupas e tirou de dentro uma caixinha de madeira, onde ele guardava seu maço de cigarros Lucky Strike. Desde os quinze anos, Dave fumava. Dizia que aquilo o inspirava a escrever.&lt;br /&gt;Seus amigos já haviam chegado em sua casa. Saíram logo em seguida e foram pro “Saloon”.&lt;br /&gt;Quando chegaram, cumprimentaram o dono do bar, pediram uma mesa de Sinuca e duas garrafas de cerveja.&lt;br /&gt;-Quer dizer que o Widville te pediu pra fazer a prova de novo Dave? – Perguntou Julia, após dar a tacada inicial.&lt;br /&gt;-Aquela bicha velha sempre me obriga a fazer a prova duas vezes. Impressionante, ele sempre acha que eu colo. Se julga o fodão da Sociologia mas nunca parou pra discutir políticas sociais comigo.  – Dave pensou sua jogada e deu uma tacada perfeita. Bola dois caiu na caçapa do meio.&lt;br /&gt;- Você deveria copiar as explicações dele. assim você não perdia tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt; fazendo duas provas. – Daisy disse, enquanto Dave dava sua segunda tacada. Muito fraca, a bola seis parou a uns 5 milímetros da caçapa.&lt;br /&gt; - Mas de jeito nenhum! Quanto mais provas eu fizer, pior pra ele que tem que corrigir. Além do mais gatinha, essa putaria de me pedir pra fazer tantas provas acaba deixando ele sem crédito com o diretor. – Dave disse isto e deu um beijo na boca de Daisy.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt; Eles namoravam já a sete meses. Era o amor da vida de Dave. Felizmente, era recíproco.&lt;br /&gt; - Eu acho que o Widville se apaixonou pelo você Dave, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;por isso que vive  te pedindo pra fazer duas provas. Ele quer ficar perto de você– Disse Will.&lt;br /&gt;Dave acendeu seu cigarro e riu. Apesar daquela idéia ser um pouco nojenta, Dave conseguia rir da situação.&lt;br /&gt;O garçom já vinha trazendo a dose dupla de absinto que Dave sempre pedia. Ele adorava tomar absinto enquanto fumava, mesmo com as objeções de Daisy.&lt;br /&gt;Já eram quase meia noite, Julia disse:&lt;br /&gt;- Tô com sono, vamos pra casa Will?&lt;br /&gt;- Boa idéia, também estou com sono.  –disse Daisy.  - Vamos Dave?&lt;br /&gt;- Vamos. To louco pra cair na cama.&lt;br /&gt;Inocência pensar que Dave e Daisy iriam dormir cedo naquela noite, contudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To Be Continued...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;(os personagens são fictícios,embora muitos dados &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;tenham sido baseados em pessoas reais)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Direitos Autorais garantidos Copyright by Budéga's Inc.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115841682849114977?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115841682849114977/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115841682849114977' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115841682849114977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115841682849114977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/09/culpa-cap-ii-do-blog-novela-segunda.html' title='Culpa - Cap. II (Do Blog Novela Segunda História)'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115823762661504827</id><published>2006-09-14T05:23:00.000-07:00</published><updated>2006-09-14T05:40:26.660-07:00</updated><title type='text'>Culpa (Do Blog Novela - Segunda História)</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Olá, prezados, amados e odiados leitores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Sei que havia dito, no post passado, que ese post seria feito com o texto "quarto de criança", contudo, ele aidna não será publicado aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Resolvi, após o conselho de uma querida amiga, desenvolver as potencialidades do texto supra mencionado. Infelizmente, 3 pessoas já o leram e sabem o que acontecerá, mas garanto a vocês que aind não o leram, que é um texto dveras interessante, e há e ficar melhor após as modificações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Para o post de hoje, e início de uma nova história, reservei o texto "Culpa". Boa leitura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Dave Guilt era o estereótipo de um adolescente revoltado. Quem o conhecia dizia que ele se tornaria guerrilheiro ou político. Quem o visse na rua diria que ele era, no mínimo, estranho.&lt;br /&gt;Branco, alto, cabelos longos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Andava sempre de All Star preto ou azul. Em sua mochila jamais faltara um livro, fosse o livro que fosse. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Contudo, suas leitruas preferidas eram aquelas cujos assuntos sobre o qual tratavam era considerado um “tabu” na sociedade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Na maioria das vezes, você o encontraria lendo o Kama Sutra (ainda que ele soubesse que o Kama Sutra é mais que um livro sobre posições sexuais, é um livro sobre a filosofia de vida do povo hindu, muitas pessoas não sabiam e se chocavam ao ver tal nome impresso na capa), ou algum livro sobre política mundial. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Claro, havia exceções. Dave era um ávido fã de filosofia.&lt;br /&gt;Era o pesadelo dos professores. Desde que entrara no Ensino Médio, Dave sequer comprara um caderno. Passou os três últimos anos da escola sentado no fundo da sala, de braços cruzados, apenas prestando atenção no professor. O problema eram as provas.&lt;br /&gt;Dave sempre gabaritava, ou chegava perto disso nas provas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;A primeira explicação foi a mais óbvia: Cola. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Logicamente, após ter sua prova zerada, Dave não se calou. Exigiu que lhe aplicassem outra prova, para provar que não havia colado.  Nota máxima. Os professores tiveram que concordar que o garoto era inteligente.&lt;br /&gt;As mulheres também nunca foram um problema para Dave. Não após os quinze anos.&lt;br /&gt;Como todo adolescente com menos de quinze, Dave estava sempre mentindo, dizendo para seus colegas que já tinha tido sua primeira experiência sexual. Eles faziam o mesmo. Contudo, nenhum deles havia sequer chegado perto de uma transa. Poucos tinham noção de como se usa uma camisinha e provavelmente nenhum deles havia sido masturbado por uma garota até então. E a insegurança dos garotos acabava por afastar as meninas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt; Engraçado, dizendo isso agora, eu entendo por que as garotas de quatorze ou quinze anos sempre preferem os caras mais velhos.&lt;br /&gt;Contudo, depois dos quinze anos e de sua primeira namorada, Dave adquiriu uma auto confiança rara de se ver em adolescentes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;As boas notas na escola, o fato de não abrir um caderno há dois anos, os cabelos longos e encaracolados, a cara de bebê, o gosto por arte e filosofia e o jeito de ser diferente dos demais criaram em torno de Dave uma aura de mistério e sedução, à qual poucas garotas, mesmo as mais velhas, conseguiam resistir.&lt;br /&gt;Dave estava longe de ser um nerd, mas também estava longe de ser um valentão troglodita e idiota. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Dave era um meio-termo. Apesar de ser magro, alguns valentões o temiam. Apesar de ser apenas um aluno, alguns professores evitavam discutir com ele sobre assuntos políticos ou humanos. Mesmo o professor de Sociologia, o redundante e pederasta, Senhor Widville evitava Dave, quando este estava fora da sala de aula. No fundo, os professores sabiam que Dave poderia lhes fazer cair em contradição.&lt;br /&gt;Apesar de ser alguém com o qual muitos de nós faria o possível para trocar de lugar, Dave era um tanto melancólico. Se ele pudesse dar um conselho a alguém (e ele o fazia com certa freqüência), ele diria: Não pense. Mantenha sua sanidade e pseudo – felicidade. Não pense.&lt;br /&gt;Muitos adolescentes, e muitos adultos também, apesar da maturidade, levam dentro e si algo de lúdico, de inocência, que jamais se perde. Dave, também nesse sentido, era uma exceção. Ele enxergava além da maioria das pessoas. Para muitos, os humanos são seres passíveis de falhar. Para Dave, os humanos são a falha. Dave repudiava toda a forma de manipulação de pensamento de massa. E isso significa dizer que ele odiava a Mídia, a Igreja e até o Futebol. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Entretanto, Dave sabia que as pessoas se deixavam manipular, por não perceberem que estavam sendo manipuladas. Elas eram felizes assim, e Dave sabia disso.&lt;br /&gt;A mediocridade e hipocrisia eram as coisas que mais incomodavam Dave. Me arrisco a dizer que essas eram as causas de sua melancolia. Dave tinha uma idéia em mente. A idéia de que a razão para todos os seus problemas era ele mesmo. O fato de pensar demais o fazia mal. Por vezes ele desejou ser como os demais. Já não podia, contudo.&lt;br /&gt;Ainda sim, Dave conseguia levar uma vida aceitável.&lt;br /&gt;Até aquele dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;To Be Continued...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;(os personagens são fictícios,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt; embora muitos dados tenham sido baseados em pessoas reais)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Direitos Autorais garantidos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Copyright by Budéga's Inc.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115823762661504827?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115823762661504827/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115823762661504827' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115823762661504827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115823762661504827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/09/culpa-do-blog-novela-segunda-histria.html' title='Culpa (Do Blog Novela - Segunda História)'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115791221752108991</id><published>2006-09-10T11:13:00.000-07:00</published><updated>2006-09-10T11:16:57.533-07:00</updated><title type='text'>Do Blog Novela - Finale</title><content type='html'>&lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Quando Diego finalmente acordou, ele provavelmente deve ter levado alguns sustos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Primeiro, como havia chegado ali? Onde tudo começou, ao lado da placa que dizia Águas Negras? &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Que fazia sobre uma cadeira de rodas? Por que suas pernas não lhe obedeciam e porque enxergava tão mal?&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Todas essas perguntas encontraram respostas nas dez fotos que lhe deixei, junto com um bilhete.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Diego logo entendeu que eu o havia deixado paraplégico, havia cortado e cauterizado a ferida de seus dois polegares, agora ausentes. Entendeu que eu lhe havia cegado o olho direito. Entendeu que ele nunca mais faria mal a alguém, como havia feito a mim. Mais do que tudo, entendeu que seu ato o havia condenado.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Sobre a cadeira de rodas, Diego levaria sua cruz até o fim de sua vida. &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Não sei o que aconteceu depois. Talvez ele tenha enlouquecido, após ver as fotos que lhe deixei e tentar imaginar o quanto ele teria sofrido se não estivesse desmaiado e dopado (sim, fui um pouco clemente).&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Talvez ele tenha morrido de fome, ou atropelado. Talvez ele ainda esteja lá.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;A única coisa que eu posso, categoricamente, afirmar, é que meu ato, como havia presumido há tempos atrás, continua me perseguindo. Como o fantasma que acreditei que fosse ser.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Não tinha feito aquilo por meu avô. Fizera por mim. Foi um ato vingativo, não de justiça.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Ou talvez fora por justiça. Justiça pessoal. Num mundo, no qual os valores se corromperam, e a “justiça” favorece sempre os mais ricos, vale a lei pessoal.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Claro que não defendo isso, e nem me orgulho do que fiz àquele pobre verme. Senti-me bem enquanto o fazia. Não pensei meu ato. Igualei-me a ele e talvez até tenha sido pior.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;A morte é redenção, e não castigo. Disse isso a ele. Acredito nisso.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Por vezes pensei em me matar. Nunca tive coragem. Tinha que continuar vivo. Penitenciar-me por meu ato. A morte é redenção. Vivo até onde puder, carregando minha cruz. Minha Cruz tem um nome.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Pergunto-me se meu avô se orgulharia do que fiz. Não saberei. Jamais saberei. &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;A morte é redenção. Redenção.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;O golpe de misericórdia vem com um infarto fulminante, 25 anos depois de meu avô.&lt;/p&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Espero que tenham gostado do meu primeiro conto, de minha primeira crônica ou como quiserem chamar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Erick  tinha um desejo sádico dentro de si.   Um desejo inerente a todas as pesoas. Ele deixou que seu desejo se revelasse, e o que parecia apenas energa potencialmente destrutiva dos arredores, acabou destruindo também o núcleo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Próximo Post - Quarto de Criança&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115791221752108991?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115791221752108991/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115791221752108991' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115791221752108991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115791221752108991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/09/do-blog-novela-finale.html' title='Do Blog Novela - Finale'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115771400804093043</id><published>2006-09-08T04:07:00.000-07:00</published><updated>2006-09-08T04:13:28.066-07:00</updated><title type='text'>Do Blog Novela (retomei a conta - Cap. V)</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Mesmo com o barulho do banco, feito de ferro e plástico, batendo no chão, ou com os urros de dor que vieram depois do golpe que eu dei na mão direita do verme, os outros cinco clientes do bar do Santos não pareceram se importar, nem fizeram menção de levantar de suas cadeiras.O próprio Santos, que estava atrás do balcão, apenas levantou os olhos para a cena, e em seguida continuou a “limpar” um dos copos de seu bar com a barra do avental que ele estava usando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;-Me larga! Me larga seu filho da puta! Gritava o verme, enquanto eu o arrastava pelo pulso direito em direção ao Maverick.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;-Cala a boca e anda, seu escroto. – disse a ele, enquanto deixei três de meus dedos deslizarem um pouco para cima, até alcançar a mão dele, e após um aperto firme, que e seguiu de um grunhido, ele resolveu obedecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Abri o porta-malas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;-Ei, eu te conheço. Disse o verme.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;-É, conhece sim. Disse a ele. E com uma pancada firme na nuca, eu o fiz desmaiar.O corpo, sem oferecer resistência, caiu dentro do porta-malas. Joguei as pernas dele pra dentro e fechei a tampa. Como era bom ter um porta-malas amplo. Poderia levar mais três ou quatro corpos ali dentro sem problemas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;-Infelizmente conhece. Completei, antes de acender um Marlboro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Duas horas depois, ele acordou, amarrado a uma pilastra, sentado no chão de um velho celeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;-Não, você ainda não morreu. Mas eu prometo que você vai implorar por isso nas próximas horas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;-QUEM É VOCÊ? SOCORRO!! Aaaargh – Ele gritou, após dar-lhe um choque nos dedos dos pés.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;-Eu, seu filho da puta, sou o neto do cara que você matou três dias atrás. Agora presta atenção, eu só vou perguntar uma vez. Qual o seu nome?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;-Di...Diego...Cara...por favor...não me mata. Pelo amor e Deus. Não faz isso cara.Após esse desesperado pedido por clemência, Diego começou a chorar. Isso só fez minha raiva aumentar.-Não me mata! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Golpeei-o na face esquerda.- VOCÊ NÃO DEU ESSA ALTERNATIVA AO MEU AVÔ, SEU VERME IMUNDO – gritei, antes de pisar naquela cara imunda com meu coturno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;-Aaaaaargh...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Uma cortina de sangue desceu por suas narinas, que se misturou as lágrimas que já se encontravam em seu rosto. Pára cara! Pára pelo amor de Deus...Não me mata!! AAAAAAHH...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Seu choro, agora misturado aos berros que vinham daquela garganta, entravam em meus ouvidos sob a forma de uma macabra música.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Peguei a Desert Eagle 5.0 e encostei o cano frio na testa dele. Seus gritos cessaram para ouvir o que eu iria dizer. Acendi um cigarro. Traguei e soprei a fumaça naquela face, parcialmente desfigurada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;- Sabe Diego, a morte, para alguns, é redenção, e não castigo.-disse isso com uma estranha tranqüilidade. Tranqüilidade tal que não sentia desde aquele domingo maldito, quando meu avô tinha sido assassinado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Traguei novamente – e você faz parte desse “alguns”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Outro sopro de monóxido de carbono. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;-Eu não vou te matar, por que isso é bom demais pra você. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Ditas essas palavras, dei uma espécie de coronhada nele, mas ao invés de acertar sua nuca, acertei seu maxilar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Soltei a arma e peguei um alicate de ferreiro, daqueles usados para cortar aço quente. Naquele momento, agradeci mentalmente ao meu amigo, cujo falecido pai, que havia morrido em decorrência de um AVC,exerceu a profissão de serralheiro por muitos anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Fitei Diego nos olhos e vi, para minha satisfação, em meio as lágrimas, suas pupilas dilatadas e o medo estampado em sua face ensangüentada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Com a mão direita, segurei o indicador da mão direita de Diego que, sem possibilidade de oferecer alguma resistência, apenas sentiu quando fechei o alicate em seu dedo, e depois, mesmo com os urros descontrolados de dor, urros insanos que nem um animal seria capaz de emitir, ele viu em minha mão, seu indicador, agora morto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Ainda com os gritos, continuei minha sádica vingança. Segurei o dedo indicador esquerdo dele. Outro corte. Outro grunhido. Como se estivesse desistindo, Diego desmaiou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;To Be Continued...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;(os personagens são fictícios, embora muitos dados tenham sido baseados em pessoas reais)Direitos Autorais garantidos Copyright by Budéga's Inc.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115771400804093043?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115771400804093043/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115771400804093043' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115771400804093043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115771400804093043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/09/do-blog-novela-retomei-conta-cap-v.html' title='Do Blog Novela (retomei a conta - Cap. V)'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115724097836390239</id><published>2006-09-02T16:37:00.000-07:00</published><updated>2006-09-02T16:49:40.283-07:00</updated><title type='text'>Do Blog Novela (perdi a conta)</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;15 horas. Cheguei àquela velha estrada onde eu sempre forçava o carro. Notei uma placa. Um sorriso escapou, envergonhado, por entre meus lábios. Já havia uns cinco anos que eu parava ali, e nunca tinha notado aquela placa. Águas Negras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Acendi um cigarro e traguei. Nos primeiros tragos me perguntei por que fazia aquilo. Porque fumava. Sabia que  fumar faz mal,  sei de todas as complicações, mas ainda sim fumava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;_Viver mata! pensei, e dei a terceira tragada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Ainda havia resquícios na pista, e aquilo me deixou ainda mais furioso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Entrei no carro, e procurei por um bar, onde eu pudesse persuadir alguém (e eu saberia fazer isso) a me dizer onde eu poderia encontrar o canalha com a tatuagem de Jesus Cristo no antebraço esquerdo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Naquela tarde fria, contudo, o destino estava a meu favor. Ao pisar no primeiro bar (Bar do Santos), encontrei o miserável, fedendo a pinga barata, jogando naquelas máquinas caça-níqueis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Minha mão repousou sobre a arma que estava no bolso esquerdo da jaqueta. Mira feita no pescoço dele. Não havia como errar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Dedo no gatilho, olhos fixos no ponto da carcaça onde eu pretendia enfiar a bala.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;E nesse momento, uma voz ecoou no fundo da minha cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;-Isto é bom demais pra ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Soltei a arma. Voltei ao carro e troquei a arma pelo "Chico-Doce" (Um porrete feito de ferro encapado com borracha, com uns 50 cm de comprimento, por 15 d diâmetro).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Primeiro golpe no banco onde ele estava sentado. Susto. Segundo golpe na mão direita dele. Um Grunhido, estalo de ossos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;-Vem comigo, AGORA!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Arrastei-o pelo pulso até meu maverick preto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;To Be Continued...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;(os personagens são fictícios, embora muitos dados tenham sido baseados em pessoas reais)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Direitos Autorais garantidos Copyright by Budéga's Inc.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115724097836390239?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115724097836390239/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115724097836390239' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115724097836390239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115724097836390239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/09/do-blog-novela-perdi-conta.html' title='Do Blog Novela (perdi a conta)'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115652570585325350</id><published>2006-08-25T09:51:00.000-07:00</published><updated>2006-08-25T10:08:25.863-07:00</updated><title type='text'>Do Blog Novela (cap. III)</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;E diante daquele turbilhão de sentimentos, pensamentos, sensações, minha mente não conseguia focar nada, a não ser a imagem daquele verme. A tatuagem de Jesus Cristo no antebraço esquerdo dele, aqueles dentes horrivelmente separados, o óculos um pouco torto que ele usava. E como "background" na minha mente, eu ouvia a Música Obituary, da banda Light This City.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Sentei ao lado do corpo do meu avô pelo que me pareceram horas, mas que na verdade não passaram de dez minutos. Liguei então para a polícia. Oito horas e dois maços de Marlboro depois eu estava no meu apartamento, deitado no sofá, ouvindo Metalcore, derramando boca a dentro toda uma garrafa de  Whiskey  e me sentindo um idiota por não ter reagido contra aquele verme imundo. Contudo, eu já tinha um plano traçado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Vesti meu Jeans velho, meu coturno e minha jaqueta de couro preta, ja bem velha também, com o símbolo da Banda As I Lay Dying atrás. Entrei no meu velho e, agora, odiado carro e me dirigi pra "boca" onde um conhecido gerencia os negócios do submundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;"Filho duma puta!" gritou meu amigo Marcos, ao me ver na "boca", e em seguida me abraçou. Era estranho esse nosso jeito de nos cumprimentarmos, mas ainda sim, o carinho e o respeito mútuo vinham desde os tempos da escola.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;"Preciso dumas armas." Eu disse a ele, logo após nosso cumprimento. "E de umas que não façam muito barulho."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Antes que ele pudesse perguntar porque, eu antecipei o fato e lhe disse que alguem havia matado meu avô. Marcos também conhecia e respeitava meu avô, então até se ofereceu pra ir comigo pegar o nojento que o matara. Mas aquilo era MEU negócio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;De posse da Desert Eagle 5.0 que ele me emprestara, do silenciador e de muita munição, eu fui al encontro daquilo que me perseguiria para sempre. Como fantasma ou como guia? Não soube responder. Tudo que sei é que me perseguiria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;No porta-malas do carro, eu ainda trazia uma corda, um rolo de fio de cobre, um maçarico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Dentro do carro, a caminho daquela estrada maldita, pensamentos entravam e saiam de minha mente. Eu não sabia se o que eu estava prestes a fazer era por vingança ou justiça. O que me consolava é que, fosse o que fosse, aquele verme dos dentes tortos jamais faria aquilo de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Os gritos de dor dele já se antecipavam na minha mente, tomaram conta do interior do carro e ecoavam em meus ouvidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;A chave girou, embreagem, primeira marcha, vento no rosto. Daquele ponto em diante, já não podia mais voltar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;To Be Continued...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;(os personagens são fictícios, embora muitos dados tenham sido baseados em pessoas reais)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Direitos Autorais garantidos Copyright by Budéga's Inc.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115652570585325350?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115652570585325350/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115652570585325350' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115652570585325350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115652570585325350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/08/do-blog-novela-cap-iii.html' title='Do Blog Novela (cap. III)'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115593681703030730</id><published>2006-08-18T14:32:00.000-07:00</published><updated>2006-08-18T14:33:37.043-07:00</updated><title type='text'>Do Blog Novela (Cap II)</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Descemos do carro, e acendemos nossos Marlboro. Depois da primeira tragada e da posterior nuvem de fumaça, meu avô disse: É garoto, a Fire-Line foi uma boa idéia mesmo, ela impõe respeito em qualquer pista!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Eu, ainda feliz com o meu “brinquedo”, não tirava do rosto aquele sorriso de satisfação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Contudo, esse sorriso foi apagado quando vi surgir pela névoa aquele vulto, que depois se mostrou como sendo uma pessoa. Uma pessoa com algo na mão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Só quando ele chegou mais perto, eu pude ver que o que ele trazia na mão era um cano de chumbo. E a julgar pela cara dele, ele não estava só passando por ali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Vai ô cabeludinho, desencosta do carro logo porra! – ele gritou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Ô seu puto de merda. – começou meu avô, num ato estúpido de coragem inconseqüente. – sai daqui seu filho da puta!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Com um movimento desengonçado, o “puto” bateu com a ponta mais fina do cano de chumbo na cabeça do meu avô. Ele caiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Provavelmente, era a primeira vez que ele fazia aquilo, e levando em conta as roupas rotas e sujas do “puto”, ele provavelmente era usuário de drogas, e estava sob efeito delas, pois ele largou o cano no chão e saiu correndo em seguida ao golpe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Fui ao encontro do corpo do meu avô, na esperança de ainda encontrar uma centelha de vida. Pisando naquela poça de sangue, ergui a cabeça inerte do velho. Olhos fechados. Traumatismo craniano fatal. Morte instantânea.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Meus olhos marejaram. Depois incendiaram. Diante da morte de meu avô, diante da imagem daquele verme imundo que o matara, meu cérebro, meus músculos, meu corpo...eu só desejava ver aquele verme sofrer. E como ele iria sofrer...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;To Be Continued.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;(os personagens são fictícios, embora muitos dados tenham sido baseados em pessoas reais)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Direitos Autorais garantidos Copyright by Budéga's Inc. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115593681703030730?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115593681703030730/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115593681703030730' title='20 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115593681703030730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115593681703030730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/08/do-blog-novela-cap-ii.html' title='Do Blog Novela (Cap II)'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115568517769582830</id><published>2006-08-15T16:15:00.000-07:00</published><updated>2006-08-15T16:39:37.853-07:00</updated><title type='text'>Do Blog Novela</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Cresci criado por meus avós. Claro, meus pais ainda vivem, mas sempre trablharam muito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Minha avó, mulher forte,  dedicada.  Ama incondicionalmente  os animais (diga-se de passagem a melhor forma de amor).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Meu avô, foi um homem maravilhoso. Apesar de não ter completado os estudos, era muito inteligente, teve uma vida de boêmia da qual me orgulho de falar. Logo que mudou para São Paulo, trabalhava durante o dia, como bombeiro do Exército, "dormia" na zona. Junkie, se é que eu posso chama-lo assim,  sempre gostou de churrascos, bebidas, jogos (devo ao velho meus macetes para o pôquer. Ah, só nós sabemos como ganhamos dinheiro jogando contra os "leigos".), carros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Mesmo após a morte da minha avó, que também soube aproveitar a vida (ela brindou comigo a minha aprovação no primeiro emprego um dia antes de falecer), meu avô continuou como sempre foi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Até o último dia de sua vida, com 75 anos, o velho ainda me acompanhava nas minhas corridas dominicais com meu Maverick V-8. Ele adorava correr, fundiu o motor umas duas ou três vezes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;O velho sempre me dava apoio e gostava de saber das "putanhadas" (gíria dele) que eu arrumava. Me divertia com o velho. Ele sempre dizia: Erick, me trás uma foto da ruiva com o tal dos piercings que vc disse! - ou então - Ah Erick, se eu ainda tivesse sua idade, e uma menina me mostrasse os peitos no meio da rua, no meio da rua eu mostrava do que eu era feito!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Das vezes que dirigi bêbado, só ele sabia. Das vezes que fui buscar meus amigos na cadeia, só ele sabia. Por um lado, ele honrou a promessa de levar meus segredos junto com ele na hora de sua morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Naquele domingo maldito (curiosamente, a música que nós ouvíamos no rádio era Sunday, Bloody Sunday do U2), o tempo frio deveria nos ter feito ficar em casa. Mas queríamos ver a injeção de gasolina no escape do Maveco liberar a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Fire-Line.  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Saímos de casa e rodamos por alguns quilômetros, até chegar naquela pista, supostamente vazia, nq qual sempre forçavámos o Maveco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Corremos, a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Fire-Line&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; iluminou incrivelmente aquela névoa. Depois de duas ou três voltas, paramos e encostamos no carro, no melhor estilo Bad Guys. Meu avô, careca, com seu velho coturno do Exército e jaqueta de couro, que dava a ele um ar de SkinHead. Eu, com meus cabelos caindo sobre os ombros, calça jeans preta rasgada, também usando meu coturno (um pouco mais macio, é verdade.), e uma blusa de manga longa também preta, me caracterizava como o personagem Eric Draven, o Corvo (e devo admitir que era proposital). Acendemos nossos cigarros e começamos a jogar conversa fora. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;E então veio o fim da minha vida "normal".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;To Be Continued...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;(os personagens são fictícios, embora muitos dados tenham sido baseados em pessoas reais)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Direitos Autorais garantidos Copyright by Budéga's Inc.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115568517769582830?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115568517769582830/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115568517769582830' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115568517769582830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115568517769582830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/08/do-blog-novela.html' title='Do Blog Novela'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115549779171912669</id><published>2006-08-13T12:27:00.000-07:00</published><updated>2006-08-13T12:36:31.726-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Cena típica de cafés intelectuais: Underground gothic rock do fim dos anos 80, poetas, escritores e todos os outros tipos estranhos, absinto, ambiente fracamente iluminado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Tirando o fato de eu não estar num café, estar sozinho e ter trocado o absinto por vinho, eu fiz exatamente isso na última madrugada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;A solidão, a música que brandamente vai tomando conta do seu espírito, a bebida deixando sua mente mais solta, a escuridão que torna-se aconchegante e acolhedora...tudo isso faz com que seus demônios, medos, enfim...tudo que possa te preocupar, saia de sua alma. Como se tudo que extisisse fosse aquele momento, nada mais importa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;E as duas da manhã, um telefonema...um breve debate sobre filosofia e a sensação de, pela primeira vez em meses, ir dormir livre.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115549779171912669?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115549779171912669/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115549779171912669' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115549779171912669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115549779171912669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/08/cena-tpica-de-cafs-intelectuais.html' title=''/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115534102457070283</id><published>2006-08-11T17:03:00.000-07:00</published><updated>2006-08-11T17:03:44.580-07:00</updated><title type='text'>Da Falta de Um Título.</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Andava cego.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Realidade cega, sentidos cegos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Felicidade  em viver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Felicidade? Irrealidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Cego andava, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Sensações cegas, realismo cego.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;As fracas paredes mostravam já o brilho do Sol.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Brilho que dói, brilho que mata.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;E caíram. E ele viu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;A venda ideológica como névoa se esvairiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Não mais cego, já não sabia andar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Se apoiava nos escombros,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;daquilo que outrora fora sólido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Solidez irreal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;E agora via de cima, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;superior.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Pisava sobre negras nuvens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Humanas nuvens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Pensava. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Sentia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Sofria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Ódio de seus outrora irmãos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Irmãos? Não, não mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Não eles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Eles que cegos andam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Confortáveis vendas sobre os olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Máscaras cobrindo-lhes pecados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Fantoches.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Ínfimos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Indiferentes para ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Para eles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Indiferentes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Confuso, depressivo, gótico...whatever...acabei de escrever isso, ouvindo Depeche Mode.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;E nas palavras da música que eu estou ouvindo...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;"...Palavras são muito desnecessárias/elas só podem te ferir..." (Enjoy The Silence)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115534102457070283?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115534102457070283/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115534102457070283' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115534102457070283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115534102457070283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/08/da-falta-de-um-ttulo.html' title='Da Falta de Um Título.'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115481455544837796</id><published>2006-08-05T14:49:00.000-07:00</published><updated>2006-08-05T14:49:15.456-07:00</updated><title type='text'>Da Cordialidade Exacerbada.</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Olá. Com esse texto, volto a ativa com essa fabulosa Epopéia Virtual, que caminha rumo ao primeiro mês de existência. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;O texto de hoje  apenas conta um fato comum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Estou eu sentado no ônibus, a caminho do trabalho. Quando minha parada se aproxima, eu calmamente levanto, aperto o botão que faz soar a campainha e fico em pé, aguardando a chegada do ônibus à minha parada para que eu desça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Nesse meio tempo, uma senhora de uns 40 anos que está atrás de mim bate no meu ombro e pergunta: "Vai Descer?" Eu educadamente sorri e respondi: "Sim". Mas por dentro... meu eu-lírico (se você não sabe o que é isso, vá ler alguma coisa, seu boçal) fez uma cara de ódio tamanha e respondeu: "Não, sua velha vaca! Eu gosto mesmo de apertar botões!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Chego no trabalho, e como estava tudo muito calmo, resolvi ler um livro sobre Phrasal verbs (expressões da língua inglesa).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Eis que, na sala onde eu me sentei, entra uma secretária e faz uma pergunta retórica: "Ah, está estudando é?!" Eu, do alto da minha frustração, por não poder responder como deveria ou desejava, dei uma pseudo-risada e disse: "éééé".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; Fui para casa pensando: Porque as pessoas querem sempre ser tão simpáticas? Ou elas gostam mesmo de se meter na vida alheia, ou são burras a ponto de não notarem coisas óbvias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Existe um sociólogo chamado Sérgio Buarque de Holanda. Ele escreveu um texto chamado "O Homem Cordial", e nesse texto ele define cordialidade como uma máscara usadas pelas pessoas para afujentarem seus fantasmas, e negar pensamentos (pois algumas delas têm medo de sua mente) e personalidades. E essa máscara, a meu ver, pode se manifestar de diversas formas, por exemplo, frequência assídua à igreja, ou, mais comumente, cordialidade exacerbada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Poucos são aqueles que tem consciência das máscaras e sabem que também as usam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Somos todos um pouco hipócritas, a diferença está em aceitar essa fato e saber lidar com ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Amauri&amp;Aristóteles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;A diferença entre ensinar e aprender depende do que se está disposto a fazer.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115481455544837796?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115481455544837796/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115481455544837796' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115481455544837796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115481455544837796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/08/da-cordialidade-exacerbada.html' title='Da Cordialidade Exacerbada.'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115473919035489402</id><published>2006-08-04T17:20:00.000-07:00</published><updated>2006-08-04T17:53:10.363-07:00</updated><title type='text'>De Niesztche.</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Ler E Escrever.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;" &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Nas montanhas, o caminho mais curto é o que vai de cume a cume. Mas para isso, é preciso ter pernas altas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;O ar leve e puro, o perigo próximo, e o espírito cheio de uma alegre malícia, tudo isso se harmoniza muito bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Gosto de ver duendes em torno de mim porque sou corajoso. A coragem afugenta os fantasmas, mas cria seus próprios duendes. A coragem gosta de rir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Eu já não sinto as coisas como vós. Essa nuvem que distingo abaixo de mim, essas coisas negras e pesadas de que me rio, é precisamente vossa nuvem tempestuosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Vós olhais para cima quando aspirais em vos elevar. Eu, como estou no alto, olho pra baixo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Qual de vós pode conservar-se no alto e rir ao mesmo tempo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Aquele que escala elevados montes ri-se de todas as tragédias apresentadas  em palco e de todas as tragédias da vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Corajosos, despreocupados, zombeteiros, brutais. É assim que nos quer a sabedoria. Mulher que só pode amar guerreiros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Vós me dizeis: 'Avida é um fardo pesado.'  Mas para que serve esse vosso orgulho pela manhã e essa vossa resignação a tarde?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;A vida é um fardo pesado, mas não vos mostreis tão delicados. Todos não passamos de belos jumentos e belas jumentas de carga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;É verdade: amamos a vida, não porque amamos a vida, mas por que estamos habituados a amar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Há sempre algo de loucura no amor, mas também &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;há sempre algo de razão na loucura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;E eu, que estou de bem com a vida,  creio que quem mais entende de felicidade são as borboletas e as bolhas de sabão e tudo que nesse mundo se lhes assemelhe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Ver girar essas pequenas almas leves, loucaas, graciosas, dançantes, é o que arranca de Zaratustra lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Eu só poderia acreditar num Deus que soubesse dançar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;E quando vi meu demônio, pareceu-me sério, grave, profundo, solene.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Era o espírito da gravidade, ele é que faz cair as coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Não é com ira, mas com riso que se mata. Coragem! Vamos matar o espírito da gravidade!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Eu aprendi a andar. Desde então, passei por mim mesmo a correr. Eu aprendi a voar. Desde então, não quero que me empurrem para mudar de lugar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Agora sou leve, agora vôo, agora vejo abaixo de mim mesmo. Agora um Deus dança em mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Assim falava Zaratustra."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Trecho do Livro "Assim Falava Zaratustra", de Niesztche. Leiam, reflitam, comentem. E, acima de tudo, PENSEM! &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115473919035489402?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115473919035489402/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115473919035489402' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115473919035489402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115473919035489402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/08/de-niesztche.html' title='De Niesztche.'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115447613184873657</id><published>2006-08-01T16:48:00.000-07:00</published><updated>2006-08-01T16:54:57.006-07:00</updated><title type='text'>Do Pinocchio II</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Bem, paramos na parte em que o Teacher de brinquedo tinha pedido à fada-madrinha chamada de "teacher's admission test" para ser um teacher de verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;E a fada-madrinha disse: Você só será um teacher de verdade se  passar por um teste.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Aqui está, responda essas 30 questões e faça uma redação.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Você saberá logo se tornar-se-á um teacher de verdade ou não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;E assim foi. O teacher de brinquedo fez o teste,  esperou, esperou, esperou, e na noite do dia Primeiro de Agosto (a propósito, o melhor Mês do ano) ele soube a resposta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;A fada madrinha veio a ele e disse:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Bom, teacher de brinquedo, você ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;CONTINUA NO PRÓXIMO POST.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amauri&amp;Aristóteles&lt;br /&gt;Bom, a sessão A&amp;amp;A de hoje parece mais uma frase de para-choque de caminhão, mas va lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem julga equação de segundo grau difícil, nunca terminou relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115447613184873657?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115447613184873657/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115447613184873657' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115447613184873657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115447613184873657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/08/do-pinocchio-ii.html' title='Do Pinocchio II'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115435354869170650</id><published>2006-07-31T06:36:00.000-07:00</published><updated>2006-07-31T06:45:48.703-07:00</updated><title type='text'>Das Interpretações e Da Poesia II</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Olá.&lt;br /&gt;Bom, hoje está frio, e minha mão direita está doendo por causa do frio. Contudo, dias frios são minh fonte de inspiração para escrever.&lt;br /&gt;Primeiro, quero agradecer àqueles que visitaram esse blog e leram o último post, e sobretudo àqueles que interpretaram.&lt;br /&gt;Vale dizer também, que por ser um poema, têm várias interpretações, e não existe A certa nem A errada, existem apenas interpretações que não condizem com o que eu quis dizer no poema.&lt;br /&gt;Então, vamos lá, um amigo(a) ChibiChibi disse que eu me apaixonei pela pessoa em questão, e perguntou por quê eu a deixei ir. Bom, apesar de eu ter usado eu mesmo como figura principal do poema, isso não quer dizer que a história seja real. É apenas um poema um tanto gótico, com uma história fictícia, porém bonita de ser lida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a suposição da Anônimo, bom...essa já foi devidamente esclarecida.&lt;br /&gt;Nate,  "viu a si mesmo em vênus"...essa estava óbvia, mas tudo bem...heheheehehe...&lt;br /&gt;MorrrRRrr, receio que você não tenha entendido plenamente a idéia do poema, mas va lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, com esclarecimentos feitos, deixo mais um poema para que vocês leiam, e apreciem esse maravilhoso dia frio.&lt;br /&gt;Enjoy *(sem maus entendidos dessa vez ok?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S como esse poema não tem título definido, eu resolvi apelida-lo de Mamilos Rosados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mamilos Rosados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;O bucolismo de uma manhã fria me anima, &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;e a solidão é meu momento.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Eu escrevo com uma rara tranqüilidade,&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;o que tão vivo é em meu pensamento.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;A garoa agora cai mais fina&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;como respeitando a flor.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Que não suja o ar com seu veneno.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Mas ofende a visão, beleza e cor.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;E tudo num instante se transforma.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Estou em um mundo que não é meu,&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;e em um ser que não sou eu.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Ou seja e eu não sei.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;E tudo é como imaginava&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;o mundo que realizei.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;E volto para o começo,&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204); font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;a manhã fria continua.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E eu observo em vão a parede de concreto&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115435354869170650?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115435354869170650/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115435354869170650' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115435354869170650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115435354869170650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/07/das-interpretaes-e-da-poesia-ii.html' title='Das Interpretações e Da Poesia II'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115408901178691707</id><published>2006-07-28T05:11:00.000-07:00</published><updated>2006-07-28T05:16:51.796-07:00</updated><title type='text'>Da Poesia I</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Uálaaaaaaaa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Eis que retorna à postagem, o Mago da Palavra, o Rei do Sofismo, O Duque da Persuasão sutil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Ele, que faz com que meros textos ganhem vida própria graças à sua capacidade de NÃO ser modesto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Aquele, cujo algumas pessoas apontam como sendo Convencido, Prepotente e até mesmo Arrogante, mas que no fundo, sabem que ele pode!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Tá, chega de falar sobre mim, vamos ao texto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;O texto de hoje é uma poesia escrita por mim. Poesia não...é mais uma junção de versinhos tortos que resultaram num textinho torto, mas espero que gostem. Foi feito em homenagem a alguém que nunca vi pessoalmente. Enjoy*.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Donna (Doce Poetiza)&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;E andava sem rumo&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;na penumbra.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Cabelos cacheados sobre o rosto&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;como protegendo da escuridão&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;sua face.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;E num poema de desagrado&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;enfim encontrado&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;foi por ela.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;E viu a si mesmo&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;em Vênus.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Num breve instante, &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;refletido, compreendido&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;aceito.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Se sentiu livre, &lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;ainda que continuasse preso.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;E ela graciosa&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;dançante com as palavras.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Doce poetiza.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Mas piscou.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;E ela se foi.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;Seria sonho? Não sabe.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;E continuara andando&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;os cabelos cacheados sobre o rosto&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;a esconder pequenas lágrimas,&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 204, 204);" class="MsoNormal"&gt;mistas de alegria e tristeza.&lt;/p&gt;  &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;(Budéga)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;(sem Amauri&amp;Aristóteles hoje)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115408901178691707?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115408901178691707/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115408901178691707' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115408901178691707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115408901178691707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/07/da-poesia-i.html' title='Da Poesia I'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115376683408374165</id><published>2006-07-24T11:37:00.000-07:00</published><updated>2006-07-24T11:47:14.096-07:00</updated><title type='text'>Das Procuras e Do Post Irracional.</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Olá. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Primeiro, vamos aos fatos. Todos os outros textos foram escritos e planejados antes de virem parar aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Esse é o único que foge a essa regra. Por que? Boa pergunta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Todos vivemos por uma só razão. Todos nós procuramos algo. As vezes pode ser algo simples. Dinheiro, fama, amores...Mas as vezes, procuramos algo que, nem nós sabemos o que é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Eu me encaixo nessa seguna definição. Venho procurando algo desde que comecei a compreender melhor o sentido das vidas humanas. Ninguém está aqui em vão...embora muitas pessoas façam questão de passar por aqui apenas por passar e desperdiçar esse tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Eu não sei o que busco, mas sei que, nessa busca encontrei pessoas que podem me ajudar. Pesoas que me entendem, que refletem nelas mesmas uma parte de mim. Entendem certos aspectos, mas deixam de entender outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Tenho de agradecer a Nat (MorRrr); A Cris (por tudo e para sempre); a Miriam (nem preciso dizer...a gente se entende); ao Natan (mesmo com suas pirações,) ao Heitor (meu primo...meu passado é o seu presente e eu não quero te deixar cometer os erros que eu cometi), a Gizelle (minha eterna irmã...) e a mais várias outras pessoas, que, a seu modo, fazem da minha busca algo menos sofrível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Quem dera poder reunir em um só, todas as qualidades que eu vejo fragmentadas em vocês...Pensando bem...isso resultaria em um novo Amauri...e o mundo ainda não está preparado pra isso!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Agora chega com essa sessão "e outro pra você Xuxa!".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Amauri&amp;Aristóteles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;As vezes a melhor reação é reação alguma.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115376683408374165?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115376683408374165/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115376683408374165' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115376683408374165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115376683408374165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/07/das-procuras-e-do-post-irracional.html' title='Das Procuras e Do Post Irracional.'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115367937496044604</id><published>2006-07-23T11:24:00.000-07:00</published><updated>2006-07-23T11:29:34.973-07:00</updated><title type='text'>Das Desgraças, Tragédias e Dos Filmes Ruins.</title><content type='html'>&lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Ah...bem vindos á mais um capítulo dessa epopéia virtual. Quem precisa de Filosofia Renascentista ou Poesia Dadaísta (que eu particularmente acho uma coisa ridiculamente sem nexo) quando se tem acesso à internet? Mais alguns anos e as funções básicas dos computadores serão: Digitar textos, Jogar Paciência, Enviar E-mails, Abrir a porta, Ligar pra pizzaria, gravar a novela das oito e levar o cachorro pra passear. Ai ai...modernidade! O homem é o único animal que eu conheço que constrói seu próprio dono e escravizador (nem sem se essa palavra existe...mas vocês entenderam o significado) e ainda gosta disso!&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Bom...vamos ao texto.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;O que pra vocês é uma desgraça? Na minha não-modesta opinião, esse termo é muito relativo. Para as pessoas da Indonésia, desgraça é quando uma onda gigante avança &lt;st1:metricconverter productid="500 metros" st="on"&gt;500  metros&lt;/st1:metricconverter&gt; terra adentro. Para os habitantes de New Orleans, desgraça foi o Furacão Katrina. Para patricinhas, consumistas e hiper-capitalistas em geral, desgraça resume-se as 22 horas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Pra mim,desgraça é o fato de atores maravilhosos (a maioria eram atores voltados para a comédia.) terem morrido em um período muito curto, deixando um espaço na cultura brasileira que não será preenchido tão facilmente. Enquanto funkeiros, pagodeiros e baratas se reproduzem como ratos, deixando a parte burra da população cada vez mais burra. E que me desculpem os que gostam&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;dos estilos de música supra-mencionados, mas vocês são os vermes nesse enorme cesto de laranjas podres que chamamos de sociedade. E claro...enfiar meu pé dentro de um tênis ou meia molhada. E isso é uma tragédia.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;E em se tratando de tragédias, eu imagino que todos vocês saibam que fazemos um mal uso de certas palavras em nossa língua. Tragédia por exemplo, é a denominação dada ao teatro grego. Outro exemplo (esse é ótimo) PA-TE-TI-CO. Sempre que vocês usarem essa palavra, saibam que estão elogiando o trabalho de alguém. Patético é um termo usado pra dizer quando alguma coisa o emociona. Vem do termo grego PATHOS, que significa paixão. Então leiam o termo patético como um sinônimo de apaixonante. Como ele é geralmente usado de forma sarcástica, muitas pessoas não sabem o real uso dele. E isso é uma tragédia (de novo o mau uso).&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;E assim eu encerro o Capítulo Quarto dessa epopéia virtual. Seu não-modesto escriba vai agora recolher-se ao máximo de sua superioridade e ir à uma exposição sobre cibernética.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;Pra quem gosta de ir ao cinema jogar dinheiro fora, assistam &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Poseidon&lt;/span&gt;. Uma fabulosa reunião de atores decadentes com um roteiro medíocre , juntos em uma hora e meia de tempo desperdiçado. E eles chamam isso de super-produção.&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(192, 192, 192);" class="MsoNormal"&gt;Amauri&amp;Aristóteles – Massageie seu ego com freqüência, mas lave as mãos depois.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115367937496044604?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115367937496044604/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115367937496044604' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115367937496044604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115367937496044604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/07/das-desgraas-tragdias-e-dos-filmes.html' title='Das Desgraças, Tragédias e Dos Filmes Ruins.'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115349374953635256</id><published>2006-07-21T07:51:00.000-07:00</published><updated>2006-07-21T07:55:49.546-07:00</updated><title type='text'>Do Pinocchio</title><content type='html'>Ahhhh...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um teacher de brinquedo que tinha um sonho: Virar um teacher de verdade.&lt;br /&gt;Ele trabalhava todos os dias, das 17 as 22 no Laboratório Multimidia de uma escola de inglês, auxiliando os alunos e resolvendo problemas triviais nos computadores.&lt;br /&gt;Os alunos o chamavam de Teacher, mas ele ainda não era um teacher de verdade.&lt;br /&gt;Até que um dia, uma fadinha azul chamada Teacher's admission Test apareceu pra ele e lhe deu a chance de se tornar de verdade, desde que ele conseguisse passar no teste.&lt;br /&gt;Torçam por Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amauri&amp;amp;Aristóteles&lt;br /&gt;A dança é a expressão vertical de um desejo horizontal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115349374953635256?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115349374953635256/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115349374953635256' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115349374953635256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115349374953635256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/07/do-pinocchio.html' title='Do Pinocchio'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115331480773123471</id><published>2006-07-19T06:05:00.000-07:00</published><updated>2006-07-19T06:13:27.746-07:00</updated><title type='text'>Dos Fingimentos, Enganos e Do Chá Preto.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;O que é fingir? Se você me dissesse que fingir é "ser o que não é", minha reação a sua resposta seria "d'oh!".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Eu considero o casamento como um dos maiores fingimentos. É bem simples.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;O marido finge que presta atenção no que ela fala e finge ter notado que ela cortou um milímetro do cabelo e mudou a cor de 512 louro Hebe Camargo para 514 louro Adriane Galisteu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Ela, por outro lado, quando não finge Orgasmo, finge dor de cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Um finge que acredita no fingimento do outro e tudo certo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Sejam sinceros; quem aqui nunca enganou ou foi enganado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Muitas pessoas ocmeçam assim. Começam se enganando e terminam enganando as outras. A isso, deram o nome de "relacionamentos".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Fingimentos e enganos merecem o prêmio "Morangos de Atibáia" dada a graça com a qual eles, sutilmente, desgraçam nossa vida como se fossem elefantes pisando em conchas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;em&gt;Amauri&amp;Aristóteles:&lt;/em&gt; Namorar - Ato de dizer que gosta de alguém. Só não gosta dos amigos dele(a).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;P.S Sempre achei que chá preto o mesmo que chá mate, só que sem açucar. Fui enganado por um fingimento.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115331480773123471?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115331480773123471/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115331480773123471' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115331480773123471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115331480773123471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/07/dos-fingimentos-enganos-e-do-ch-preto.html' title='Dos Fingimentos, Enganos e Do Chá Preto.'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115323047988901874</id><published>2006-07-18T06:38:00.000-07:00</published><updated>2006-07-18T06:47:59.900-07:00</updated><title type='text'>Dos Paradoxos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Todos queremos um mundo justo, pois isso significaria evolução, progresso. Mas, se ele existisse, o que seria da Política, do tão aclamado Capitalismo, da própria espécie humana? Voltaríamos a ser animais, posto que não há injustiça em um sistema tão perfeito quanto a natureza.&lt;br /&gt;Ou seja, o ápice da evolução humana é justamente não sermos humanos. Aqui, Evolução é Regressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anarquia (esse é meu paradoxo favorito), o sistema perfeito. A palavra por si só já é um paradoxo. Anarquia = ausência de Governo.&lt;br /&gt;-Então, quem faz as leis?&lt;br /&gt;-Todos os homens.&lt;br /&gt;-E isso não é uma forma de governo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matéria não pode ser criada ou destruída. Apenas modificada (Leis De Conservação De Massa - Física)&lt;br /&gt;-Então, quem foi que colocou o Planeta Terra Lá?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso aí minha gente. O mundo é cheio de paradoxos. Isso é o puro creme do milho trash!&lt;br /&gt;Finalizo esse texto com meu paradoxo favorito: "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amauri&amp;amp;Aristóteles (18/07/06) - Ser intelectual é fazer as pessoas pensarem que você sabe do que está falando, quando na verdade você está apenas falando bonito.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115323047988901874?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115323047988901874/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115323047988901874' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115323047988901874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115323047988901874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/07/dos-paradoxos.html' title='Dos Paradoxos'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31281731.post-115319494273466753</id><published>2006-07-17T20:52:00.000-07:00</published><updated>2006-07-17T20:55:42.743-07:00</updated><title type='text'>Do Primeiro Texto...</title><content type='html'>É...o Fucker original agora tem um blog...&lt;br /&gt;absinto verbal..nome estranho pra um blog...&lt;br /&gt;mas vc já tomou absinto? sabe o que ele faz?&lt;br /&gt;ele bate violentamente em você...e é isso que eu quero fazer...bater violentamente em vocês, leitores...com meus textos e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poemas, críticas e um pouco de UHU poderão ser lidos aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitem nossa cozinha!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31281731-115319494273466753?l=absintoverbal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://absintoverbal.blogspot.com/feeds/115319494273466753/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31281731&amp;postID=115319494273466753' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115319494273466753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31281731/posts/default/115319494273466753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://absintoverbal.blogspot.com/2006/07/do-primeiro-texto.html' title='Do Primeiro Texto...'/><author><name>Esquizofrenético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03138733383053800021</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://sp0.fotologs.net/photo/48/58/91/o_budega/1168000101_t.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
